Segunda-feira, 30 de Março de 2020

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CAD1 Morando em Miami, Carolina Dieckmann conta como o caso do roubo de suas fotos íntimas foi um dos limões que ela transformou em limonada

Carolina Dieckmann e seu gatinho Kibe, que tem seu próprio perfil no Instagram, fazendo muito sucesso. (Foto: Reprodução Instagram)

Em 2012, a atriz Carolina Dieckmann, 39 anos, viveu o drama de ter fotos íntimas roubadas por hackers, que exigiram dinheiro para não divulgá-las. Ela não cedeu e as imagens foram publicadas na internet.  Hoje, morando em Miami (EUA), ela disse já ter ultrapassado essa história. “Algo que é mais uma limonadinha que a gente fez com o limão!.”

A atriz  explica como tem conseguido, ao mesmo tempo, morar nos Estados Unidos e trabalhar no Brasil – ela se mudou para Miami em 2016 por causa do trabalho do marido, o executivo Tiago Worcman, mas continua participando de produções por aqui.

A minissérie “Treze Dias Longe do Sol”, em exibição na Rede Globo, uma trama sobre nove pessoas soterradas pelo desabamento de um prédio, por exemplo, foi filmada em meio a suas idas e vindas ao País: 20 dias aqui, uma semana lá, e assim por diante.

“Tá tudo em um tempo normal, como se eu estivesse morando aqui”, contou ao jornal Folha de S.Paulo.

Ela conta que se mudou para Miami “por amor”, mas, para aproveitar a cidade, faz cursos em inglês (de neurociência, física quântica e aquarela) e anda só de bicicleta. “A vida pra mim é isso: é você pegar todos os limões e ir fazendo as suas limonadas, entendeu?”, disse.

Na passagem mais recente pelo Brasil, ela acompanhou a formatura do filho mais velho, Davi, 18 anos, no ensino médio. “Caramba, nos últimos três dias eu não sei te dizer tudo que mudou na minha vida. Porque ver um filho se formar… é grande!”

Davi é fruto do casamento dela com o também ator Marcos Frota, que durou até 2003. Ele preferiu terminar seus estudos no Brasil e passou a morar com o pai quando Carolina se mudou. Ela diz que ficou “muito desesperada”, mas achou que ele “tinha um argumento”. E tatuou o nome do primogênito no punho quando se separaram. Já José, 10 anos, do casamento com Tiago, foi para Miami.

Mãe aos 20 anos, ela diz que ter o primeiro filho foi “avassalador”. “Eu fiquei maluca. Fiquei 15 dias sem dormir [quando ele nasceu]. Chegou uma hora em que meu médico falou: ‘Vou ter que te dar um remédio’. Ele me dava, saía do quarto e eu cuspia o remédio.”

Em uma entrevista em 2008, após a separação de Marcos Frota, a atriz disse que seu “castelo cor-de-rosa estava desabando”. Desde então, diz, o castelo “se reergueu”.

“Fui muito feliz nos últimos dez anos. [Vivo] um casamento inacreditável de bonito, de forte, de presente, que respeita e fortalece muito o indivíduo.”

Fotos íntimas

O caso das fotos íntimas,  cujo processo se arrasta na Justiça até hoje, teve como desdobramento a aprovação de uma lei contra a invasão de computadores que ficou conhecida com o nome da atriz, mas, ironia do destino, ela não pode usá-la a seu favor, já que os fatos ocorreram antes de a norma entrar em vigor.

“Assim, sinceramente? Eu já ultrapassei essa história. A parte bonita já superou em muito a parte ruim. Ela para mim, hoje em dia, é uma lembrança boa”, disse.

Ela conta que tem “um certo orgulho” de ter agido “como uma cidadã” e de “ter sido presenteada” com o desdobramento na lei. “Não acesso mais as memórias ruins, só as boas.”

Questionada se já sofreu assédio durante a carreira, despista: “Não, é… É difícil, né? É tão difícil hoje responder qualquer coisa. Você já pensa: vou ser atacada. O que eu acho é que tá tudo muito polarizado. E eu não acredito que esse seja o caminho”.

“Eu acho que o fato de se estar discutindo muito sobre feminismo, assédio, tudo isso, é super importante. A gente tem milhões de avanços para fazer. Mas a maneira… A raiva das pessoas, o ódio, nisso tudo eu não acredito. Eu não falo muito sobre esses assuntos por isso. Porque alguém vai me odiar pelo que eu falei, e eu não quero”. diz.

“Você pensar diferente de outra pessoa já é motivo pra neguinho te apedrejar!”, afirma, e emenda: “Falei ‘neguinho’ [mas] nem sei se pode! Afrodescen… Não sei! Hoje em dia é assim, entendeu? Você toma porrada o tempo inteiro! E não é pra gente tomar porrada, é pra gente se entender, se amar!”, conclui.

O assunto volta a ser a maternidade. Ela diz que tem vontade de adotar uma criança, mas o marido gostaria de ter mais um filho biológico. “Isso é um probleminha [rindo], porque ele quer muito e eu não tenho tanta vontade de engravidar de novo.”

“É muito legal você ter um filho [biológico], mas é meio que um pensamento [parecido] com essa coisa de você comprar cachorro, sabe? E ficar dando dinheiro pra canil em vez de adotar um filhote que já está aí e que precisa de amor e cuidado.”

Já em relação à permanência em Miami, ela não faz planos. Não tem data “nem pra ir, nem pra voltar”. Diz também que uma carreira internacional “pode rolar”, mas não é algo em que pense. “Eu gosto muito de trabalhar. Mas eu nunca tive isso: ‘Ah, meu próximo trabalho vai ser isso’. Eu sou lema Zeca Pagodinho: ‘Deixa a vida me levar’.”

 

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