Terça-feira, 07 de Abril de 2020

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Armando Burd Mudança de foco nas campanhas

Winston Churchill, articulador político que entrou para a História. (Foto: Reprodução)

Consultas às assessorias de pré-candidatos de cidades médias e grandes do Estado mostram que os discursos vão se basear no esforço reformista e na prática da austeridade. Com os cofres vazios, não há muito mais a fazer.

Na mira

Sete deputados federais do PSL, incluindo Eduardo Bolsonaro, estão sendo investigados pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara. Ouvirão pareceres dos relatores na terça-feira à tarde. Logo depois, haverá votação.

O que falta

Os alunos do ensino médio devem estudar língua portuguesa, matemática, química, física, história, sociologia. Porém, enquanto não houver intensificação do ensino profissionalizante, a queda no índice de desemprego se dará muito lentamente. Sobretudo numa época em que a pretendida expansão econômica choca-se com o efeito das tecnologias eliminadoras de vagas de trabalho.

Fase da precaução

A maioria dos especialistas propõe que a crise do Ceará seja posta em quarentena para evitar propagação. Acreditam que o movimento se esvaziará. Ao mesmo tempo, recomendam que os governadores não retirem das telas dos computadores os orçamentos, caso tenham de enfrentar reivindicações salariais. Comprometer-se, indo além do que o caixa permite, terá efeito-bomba.

Equivocou-se

O deputado federal Mário Heringer, do PDT de Minas Gerais, classificou como “loucura cívica” o uso de retroescavadeira pelo senador Cid Gomes para invadir quartel de amotinados no Ceará. Sobre a loucura, há plena concordância. Quanto a ser cívica, nada disso.

Perda de tempo

O plenário do Supremo Tribunal Federal vai analisar se é constitucional a regra do Código de Trânsito Brasileiro que pune o motorista que se recusa a fazer o teste do bafômetro.

Quem dirige embriagado põe em risco a vida de outros. É o suficiente para levar direto à cadeia até se curar.

O vento virou

Esta coluna publicou no último dia de fevereiro de 2018: o presidente Michel Temer desistiu de enfrentar a votação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados por dois motivos: 1º) a forte organização e propaganda de corporações contrárias a qualquer mudança; 2º) a incapacidade do governo federal de demonstrar com números a necessidade de travar o déficit crescente.

O projeto retornou para ser aprovado no atual governo.

Troca

Líderes do MDB fizeram plantão no gabinete do vereador Mendes Ribeiro, ontem, tentando convencê-lo a não deixar o partido. Sua decisão é entrar no DEM.

Mudou?

O Diário da Tarde, de Belo Horizonte, a 29 de fevereiro de 1952 denunciou: “A União e os Estados continuam a auxiliar os municípios sem planos, nem programas. É a atitude de quem faz uma simples caridade, submetendo prefeitos e administradores aos maiores vexames e a uma inevitável e humilhante trabalheira para o recebimento dos recursos.”

Pouco foi feito para mudar as regras do jogo.

Para convencer

Aos que vacilam em assumir candidaturas este ano, dirigentes partidários dizem e repetem: “É o momento do cavalo selado. Passou na frente tem de ser montado, porque não volta.”

Troca de papéis

Bernie Sanders, com discurso socialista, vive uma situação inédita: tem obtido êxito nas eleições primárias dos democratas, mas a direção do partido torce para que entre em declínio. O temor é dê vexame nas urnas a 3 de novembro , quando os norte-americanos escolherão o novo presidente.

Donald Trump torce para que Sanders seja o adversário para facilitar sua reeleição.

Irritadiços

Winston Churchill foi primeiro ministro da Inglaterra de 1951 a 1955. John Foster Dulles exerceu o mesmo cargo de 1953 a 1959 no governo dos Estados Unidos. Tiveram inúmeros atritos, a ponto de Churchill ter dito: “Ele carrega junto uma loja de louças. Quando conversa, derruba tudo.”

O hábito se estendeu. Há excesso de políticos que não podem ver louça por perto.

Abalo

Numa roda de amigos em que o assunto era a queda vertiginosa na Bolsa de Valores, um dos que sofreu perdas definiu: “O futuro já não é o que era.”

Até uma gripe promove o arrasa-quarteirão.

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