Sexta-feira, 25 de Setembro de 2020

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Mundo Mulheres são atacadas em Londres após se recusarem a se beijar

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Reprodução da página de rede social com a descrição do ataque em Londres. (Foto: Reprodução/Facebook)

Duas mulheres foram espancadas e roubadas durante um ataque homofóbico dentro de um ônibus em Londres, na Inglaterra, depois que um dos agressores tentou forçá-las a se beijar.

O incidente aconteceu nesta semana depois que Melania Geymonat, 28 anos, e sua namorada, identificada apenas como Chris, subiram em um ônibus em West Hampstead, no Noroeste da cidade.

“Elas estavam sentadas no andar de cima do veículo quando foram abordadas por um grupo de quatro homens. Eles começaram a fazer comentários ofensivos e homofóbicos às duas mulheres”, afirma o comunicado da polícia britânica, que classificou o episódio como um “ataque homofóbico repugnante”.

Elas sofreram vários golpes antes de os agressores descerem do ônibus e fugirem. As mulheres foram levadas a um hospital onde receberam tratamento médico por ferimentos faciais.

Quatro homens, de idades entre 15 e 18 anos, foram detidos pela polícia, que ainda procura outros suspeitos.

Melania afirmou à rádio BBC que o grupo começou a assediá-las depois de descobrir que as duas mulheres formavam um casal.

“Eles nos cercaram e começaram a dizer coisas muito agressivas sobre posições sexuais e lésbicas. Também disseram que nós podíamos nos beijar na frente deles”, disse ela.

“Eu tentei fazer algumas piadas para aliviar a tensão, mas Chris não estava entendendo nada porque não fala inglês. Ela até fingiu estar doente, mas eles começaram a jogar moedas na nossa direção. A próxima coisa da qual eu me lembro foi ver Chris no meio do ônibus sendo espancada”.

A vítima contou que tentou tirar sua namorada do local, mas os agressores começaram a atacá-la também.

Primeiro casal gay

Em 7 de junho de 1989, um documento histórico foi publicado na Dinamarca. Assinado pela rainha Margrethe 2ª, chancelava, “com a mão e o selo reais”, uma lei pioneira aprovada pelos parlamentares dinamarqueses: a partir de então, o país escandinavo passaria a ser o primeiro do mundo a reconhecer oficialmente a união estável civil entre casais homoafetivos.

“Duas pessoas do mesmo sexo podem ter sua união estável registrada”, garante o primeiro artigo do ato legislativo.

Apesar de devidamente aprovada pelos parlamentares e rubricada pela rainha, a lei só entraria em vigor alguns meses depois, em 1º de outubro de 1989 – o tempo se fazia necessário para que os órgãos públicos adaptassem seus procedimentos internos.

O primeiro casal a ser contemplado com o direito civil histórico já vivia junto há quatro décadas e era bastante conhecido entre aqueles que lutavam pelos direitos da comunidade LGBT: os ativistas Axel Lundahl-Madsen (1915-2011) e Eigil Eskildsen (1922-1995) que, como prova de amor, já haviam adotado o sobrenome Axgil – inventado a partir da junção de seus nomes.

Tom Ahlberg, o prefeito de Copenhague, abriu o evento com um pronunciamento que reconhecia a importância da data. Em seguida, oficiou a cerimônia. Foi ele que perguntou a Axel Axgil se aceitaria Eigil Axgil como companheiro – e vice-versa. E, claro, ouviu duas vezes um “sim”. Até o fim daquele ano, 270 homossexuais homens e 70 mulheres registraram suas uniões civis na Dinamarca.

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