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Geral Não acredito que houve risco de golpe, diz o presidente do Republicanos

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Segundo interlocutores, Marcos Pereira resiste à ideia. (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)

Prestes a iniciar o seu maior voo eleitoral – a disputa pela presidência da Câmara dos Deputados em fevereiro de 2025 –, Marcos Pereira (Republicanos-SP) tenta se distanciar do bolsonarismo e faz acenos ao governo Lula, de quem espera ajuda na disputa pela sucessão de Arthur Lira (PP-AL). Embora tenha apoiado não só o mandato de Jair Bolsonaro, como a sua tentativa de reeleição, Pereira afirma que a relação com o ex-presidente “nunca deu liga” (“Falo aquilo que penso e isso, às vezes, desagrada a quem está no auge do poder”).

Ele também critica os atos de 8 de janeiro, embora não ache que os distúrbios tenham sido uma tentativa de golpe – risco que, para ele, nunca existiu. “Com todo o respeito ao ex-presidente Jair Bolsonaro e à sua patente, nunca acreditei que as Forças Armadas fossem apoiar um golpe para manter um capitão no poder”, afirma.

Bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus e um dos líderes da influente bancada religiosa na Câmara, Pereira reconhece haver dificuldades na relação dos evangélicos com Lula, principalmente por causa das pautas de costumes, mas elogia programas como o PAC e o Minha Casa, Minha Vida e diz que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é uma “surpresa positiva”. Sobre as trombadas do STF com o Congresso, defende que a relação entre os poderes não pode ser uma “queda de braço”. Confira a seguir alguns trechos da entrevista que Pereira concedeu à revista Veja.

– Qual a sua avaliação sobre a investigação da PF, avalizada pelo Supremo, que atingiu o ex-presidente Bolsonaro e colocou também sob suspeita o PL, que teve até o presidente Valdemar Costa Neto preso? “Sobre a ação da semana passada, a Polícia Federal tem independência para proceder às investigações. É óbvio que todas as investigações devem respeitar o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa, sob pena de cometer os erros que a Lava-Jato cometeu. Já a movimentação para tentar cassar o registro do PL não é a melhor opção. Trata-se de um absurdo”.

– Houve tentativa de golpe no Brasil? “O que ocorreu em 8 de janeiro foi lamentável, mas foram atos de vandalismo, e não de terrorismo ou tentativa de golpe. Ali só tinha pessoas do povo, que estão sendo e devem ser investigadas e processadas. Não tinha nenhuma autoridade, nenhuma pessoa com liderança ou capacidade política e intelectual para liderar um golpe”.

– Mas as investigações apontam para uma efetiva tentativa de golpe, que tinha até uma minuta elaborada, o que diz sobre isso? “Não tem como você fazer um golpe se não tiver a cúpula das Forças Armadas engajada. E é justamente pela falta desse engajamento que eu nunca acreditei. Com todo o respeito ao ex-presidente Jair Bolsonaro e à sua patente, também nunca acreditei que as Forças Armadas fossem apoiar um golpe para manter um capitão no poder. Se eles fossem, eventualmente, dar um golpe, seria para colocar um general no comando do governo”. As informações são da revista Veja.

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