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Brasil “Não pode um juiz decidir se você pode ou não tomar vacina, isso não existe”, diz Bolsonaro

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"Nosso bem maior, a liberdade, continua sendo ameaçado", afirmou o presidente brasileiro. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (26) que não entende a “pressa” no desenvolvimento da vacina contra o novo coronavírus. Citando a hidroxicloroquina, Bolsonaro também questionou apoiadores se não seria mais fácil e barato “investir na cura do que na vacina”. A substância mencionada pelo presidente, no entanto, não tem eficácia contra a covid-19 comprovada cientificamente.

Bolsonaro afirmou que o governo não “quer atropelar” a discussão sobre a vacina e comprar um imunizante sem “comprovação” científica. Ele disse que espera a publicação dos resultados dos imunizantes desenvolvidos contra a covid-19 serem publicados em uma revista científica, para tomar uma decisão.

“Vou encontrar com o ministro Pazuello da Saúde para tratar desse assunto, porque temos uma jornada pela frente, onde parece que foi judicializada essa questão, e entendo que essa não é uma questão de Justiça, é uma questão de saúde acima de tudo, não pode um juiz decidir se você pode ou não tomar vacina, isso não existe”, afirmou.

“O que nós queremos é buscar a solução para o caso. Agora, pelo que tudo indica, a vacina que menos demorou até hoje foram quatro anos, eu não sei porque correr em cima dessa”, disse, acrescentando:

“Eu dou minha opinião pessoal: não é mais fácil e barato investir na cura do que na vacina? Ou jogar nas duas, mas também não esquecer da cura? Eu, por exemplo, sou uma testemunha [da cura]. Eu tomei a hidroxicloroquina, outros tomaram a ivermectina, outros tomaram annita e deu certo”, afirmou, no Palácio da Alvorada.

O presidente tem se posicionado de forma contrária à obrigatoriedade da vacina contra o novo coronavírus, principalmente após o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciar que a imunização será obrigatória no Estado.

Média móvel

O Brasil registrou 17.791 novos casos e 288 novos óbitos por coronavírus nesta segunda, de acordo com o boletim das 20h do consórcio de imprensa. Com isso, o País chegou a 5.411.550 infectados e 157.451 óbitos desde o início da pandemia.

Com as informações atualizadas, a média móvel de óbitos, também medida pelo levantamento, caiu de 468 para 461, a menor desde 8 de maio, há 172 dias.

A “média móvel de 7 dias” faz uma média entre o número de mortes do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o “ruído” causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

O consórcio de veículos de imprensa é formado por O Globo, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações divulgadas pelas secretarias estaduais de Saúde em um boletim divulgado às 20h.

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