Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 9 de novembro de 2017
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
A data está marcada: a 20 de novembro haverá reunião das bancadas estadual e federal, na Assembleia Legislativa, começando a grande mobilização que evite o andamento de proposta indecente da União para ressarcir o que deve da Lei Kandir. Só para o Rio Grande do Sul, o valor vai a 50 bilhões de reais. Há mais 15 Estados reclamando.
Corresponderá a uma espécie de 20 de setembro, data muito cara aos gaúchos, que se rebelaram contra as injustiças do poder imperial. Vive-se na fase republicana, mas Brasília mais parece a sede do reino, que manda e desmanda sem olhar para os lados. Isso deve acabar.
A condição
Demorou muito, mas o governador José Sartori entregou ontem ao presidente Michel Temer, em Brasília, a proposta para adesão ao plano de auxílio aos estados. O documento explica o que vem sendo feito para aliviar a grave crise financeira. A expressão do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, na foto, revela desagrado. A vontade de Sua Majestade é que o Rio Grande do Sul ponha logo as estatais à venda.
Diagnóstico
O Estado é resultado da estrutura de seus dirigentes, das pressões sociais e da formulação de estratégias de longo prazo.
No Rio Grande do Sul, há muitos anos, o setor público se tornou devorador de tributos, as pressões se restringiram às corporações. E quem pensou em estratégias de longo prazo?
O resultado é um Estado altamente endividado e sucateado.
Há pressa
O secretário estadual dos Transportes, Pedro Westphalen, foi ontem a Brasília para pedir celeridade ao Tribunal de Contas da União na análise sobre concessões de rodovias. Se demorar, sabemos quem sofrerá os prejuízos.
Causa e consequência
A sociedade criou instituições e sistemas políticos para governar seu destino. A política é a ferramenta para impulsionar as atividades na sociedade e na economia. Infelizmente, no Brasil de nossos dias, tem sido um problema e não uma solução.
Vão se bicando
Há um ano, o jornalista Carlos Brickmann escreveu em seu blog Chumbo Gordo: “O PSDB é um partido formado exclusivamente por amigos em que todos são inimigos uns dos outros”. Entre os líderes tucanos no país, a evidência se torna cada vez mais forte.
Corrida por cargos
O líder do PP na Câmara, deputado Arthur Lira, não costuma usar meias palavras. Está exigindo do presidente Temer: “Ou muda ou não vota mais nada na Câmara”.
Mudança
O Brasil tem quase 100 milhões de contas no Facebook. Considerando o volume de notícias falsas, a influência no processo eleitoral será inevitável.
Espaço visível
Não preciso ser analista político para concluir: na disputa presidencial, há um vácuo diante da polarização entre Lula e Bolsonaro.
Todo o cuidado
Começará amanhã, na Argentina, a Conferência Ministerial Bienal da Organização Mundial do Comércio. As atenções estão centralizadas na negociação entre Mercosul e União Europeia. O agronegócio brasileiro considera que são desvantajosas as condições para fechar o tratado.
Anti-violência
Alberto Kopittke, ex-vereador em Porto Alegre pelo PT, é o diretor-presidente do Instituto Cidade Segura e consultor do Pacto Pelotas pela Paz.
O que aprendem
Partidos começam a instruir candidatos de primeira viagem que concorrerão em 2018. Um dos ensinamentos: o que uma pesquisa traz a outra leva.
Mais: não adianta ser mero vendedor de otimismo.
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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