Quarta-feira, 17 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 9 de novembro de 2017
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
As conversações que levaram à nomeação, pelo presidente Michel Temer, do delegado federal Fernando Segóvia para o cargo de diretor da Polícia Federal mostraram que o prestígio do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha está intacto. Na verdade, o delegado Segóvia era o candidato defendido por políticos para ocupar o posto de Leandro Daiello, que está no cargo desde 2011, o primeiro ano de governo de Dilma Rousseff. O nome do novo diretor foi defendido junto ao presidente Temer pelo ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, e o subchefe de assuntos jurídicos da pasta e um dos principais conselheiros do presidente, Gustavo Rocha. O candidato apoiado por Daiello era o diretor-executivo da corporação Rogério Galloro.
Respaldo da categoria
O Delegado Segóvia tem um respaldo importante dentro da Polícia Federal: teve o apoio de cinco entidades que representam integrantes da PF: a Fenadepol (Federação Nacional de Delegados de Polícia Federal) e de organizações que representam agentes, papiloscopistas e peritos criminais.
Esvaziamento da greve dos professores
Sem outra alternativa, a militância do Cpers, o sindicato dos professores, deverá encerrar a greve que já dura mais de 60 dias. Apesar do barulho, em números a greve afeta apenas cerca de 5% do total de professores. Dados revelados pelo secretário da Educação, Ronald Krummenauer, indica que, das 2.575 escolas estaduais, 68 estão sem aulas e quase 600 com atividades parciais. Ao todo, existem 3,8 mil professores paralisados, do total de 70 mil. O que representa apenas 5,5% dos servidores ativos da Educação. O esvaziamento de inúmeras escolas, nas quais os alunos pediram transferência para salvar o ano letivo, poderá levar até mesmo à desativação de algumas delas, pela falta de alunos.
Despesas com pessoal do RS dificultam adesão ao acordo da dívida
Ao entregar ontem em Brasília ao presidente Michel Temer o documento no qual o governo gaúcho se dispõe a cumprir as exigências para aderir ao chamado Regime de Recuperação Fiscal, o governador José Ivo Sartori propôs a abertura pela Advocacia-Geral da União de uma Câmara de Conciliação e Arbitragem para intermediar pontos que são divergência entre o governo estadual e o Tesouro Nacional. A maior dificuldade é que, aos olhos da Secretaria do Tesouro Nacional, O Estado não atende a uma das exigências para aderir ao RRF: ultrapassar 70% da Receita Corrente Líquida com pagamento de pessoal e serviço da dívida. Pelas contas do Rio Grande do Sul, o gasto com pessoal está em 52,95% da RCL, ou seja, dentro do limite. Na visão do Tesouro Nacional, esse porcentual é bem maior, de 69,38%.
Reforma da Previdência começa pelos consensos
O governo dedicou boa parte do dia de ontem em Brasília a examinar o melhor caminho para retomar o debate sobre a Reforma da Previdência. Vice-líder do governo e um dos mais atuantes articuladores em plenário, o deputado gaúcho Darcísio Perondi admitiu ontem em Brasília que está sendo costurado um consenso sobre a idade mínima para aposentadoria aprovada no relatório do projeto da reforma da Previdência, de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres. Perondi acredita que será mantido o texto que trata do corte de privilégios do serviço público, ficando em aberto ainda para a discussão o item sobre o tempo de contribuição.
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