Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 12 de janeiro de 2016
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) usou as redes sociais na segunda-feira para rebater a denúncia do ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró. À PGR (Procuradoria-Geral da República), Cerveró disse que a venda da empresa petrolífera Pérez Companc envolveu uma propina ao governo FHC (1995-2003) de 100 milhões de dólares.
“Afirmações vagas como essa, que se referem genericamente a um período no qual eu era presidente e a um ex-presidente da Petrobras já falecido [Francisco Gros], sem especificar pessoas envolvidas, servem apenas para confundir e não trazem elementos que permitam verificação”, afirmou o tucano.
Em outubro de 2002, a estatal brasileira comprou 58,62% das ações da Pérez Companc e 47,1% da Fundação Pérez Companc. Na época, a Pecom, como é conhecida, era a maior empresa petrolífera independente da América Latina. A Petrobras, então sob o comando do presidente 1235 pagou 1,027 bilhão de dólares pela Pérez Companc.
No documento apreendido no gabinete do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), ex-líder do governo no Senado, o ex-diretor não explica para quem teria ido a suposta propina ou quem teria feito o pagamento. O ex-presidente disse que as declarações de Cerveró são vagas. “Na época o presidente da Petrobras era Francisco Gros, pessoa de reputação ilibada”.
O papel é parte do resumo das informações que o ex-diretor prestou à PGR antes de fechar seu acordo de delação premiada. O documento foi apreendido no dia 25 de novembro do ano passado, quando Amaral foi preso sob acusação de tramar contra a Operação Lava-Jato. O senador, que continua detido em Brasília, temia a delação de Cerveró. (AE)
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