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É preciso que o país evolua em suas relações de trabalho. (Foto: Agência Brasil)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Para que o Brasil não seja mais visto mundo afora como um país sem relevância diante dos grandes países, como afirmou recentemente o presidente Lula, é preciso que o país evolua em suas relações de trabalho.

Isto vem bem a calhar com a atual discussão sobre a carga horária dos trabalhadores brasileiros.

A forma mais democrática para solucionar a discussão, que “na seca” é uma arbitrariedade imposta ao trabalhador e aos contratantes pelo “governo paizão”.

Para que realmente sejamos um país moderno, respeitado no mundo, é fundamental deixar que as pessoas sejam livres para trabalhar e o Estado estabeleça apenas um limite máximo de horas.

O salário mínimo já é um regulador do menor salário, então também poderíamos ter um limite máximo de carga horária.

Trabalhadores e empregadores ficam livres para definir, em contrato de trabalho, a carga horária diária ou até de dias da semana, em acordo entre as partes, sem intromissão do governo.

O que for mais adequado para funções específicas nas empresas e os trabalhadores livres para escolher onde trabalhar com carga horária que julgarem melhor para si. Acredito também que já temos maturidade para isso.

Naturalmente, respeitando o valor do salário da categoria e não menor que o salário/hora trabalhada e com limite máximo de 44 horas semanais.

O trabalhador, se quiser, poderá ter mais de um emprego com empresas que ofereçam uma menor carga horária e que seja do interesse de ambos.

Quem quiser trabalhar menos irá buscar empregos cuja oferta é menor; por conseguinte, o salário/hora tende a ser maior, indo ao encontro dos anseios daqueles que querem ter mais tempo livre.

Por outro lado, quem quiser trabalhar mais horas irá buscar ofertas com essa característica, ou seja, o trabalhador será livre para buscar emprego com as características que melhor lhe convier.

Resumo:

Salário mínimo e carga horária máxima definidos por lei, e o contrato de trabalho entre as partes livre e de comum acordo.

Se a mão de obra estiver escassa, as empresas irão aceitar cargas horárias menores; se o mercado estiver com baixa demanda, também.

Mercado aquecido, as empresas irão pagar bem para quem quiser trabalhar mais horas e ganhando mais.

As leis de mercado de oferta e demanda estarão nas mãos dos trabalhadores e das empresas para que decidam, de acordo com seus interesses e filosofia de vida, se irão trabalhar mais ou menos horas.

Com efeito, melhora a eficiência com a flexibilização dos contratos e redução de mão de obra ociosa nas empresas e pagamento ajustado às demandas de produção.

O funcionário pode trabalhar 6 x 1 ou 1 x 6, ganhando proporcional à hora trabalhada, de acordo com suas aptidões e habilidades.

Este é o caminho natural para o Brasil ser finalmente respeitado lá fora.

Se temos maturidade para isso, como afirma o presidente do país, então o “governo paizão”, que sempre tutelou o trabalhador e garroteando as empresas, impondo-lhes há décadas o que acha que é bom para o setor produtivo do Brasil, deve finalmente ser respeitado no mundo civilizado, deixando a sociedade livre para que encontrem o melhor caminho sem a interferência do Estado.

* Rogério Pons da Silva – jornalista e empresário (rponsdasilva@gmail.com)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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