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Brasil O acordo proposto pelo governo para acabar com a greve dos caminhoneiros prevê subvenção ao diesel

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O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, disse que o governo vai criar um programa de subvenção. (Foto: Gustavo Raniere/MF)

O acordo proposto pelo governo para acabar com a greve dos caminhoneiros nesta quinta-feira (24) à noite prevê o subsídio ao diesel. A Petrobras vai definir um preço mensal para o combustível na refinaria, que será fixado por 30 dias. O governo vai remunerar a Petrobras se o preço de mercado for maior que esse valor, usando recursos da União. Atualmente, o preço é corrigido diariamente. As informações são do portal de notícias G1.

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, disse que o governo vai criar um programa de subvenção econômica para que possa bancar a diferença entre o preço que ficará fixado e o valor que seria praticado pela Petrobras se ela seguisse sua estratégia de definição de preços diária.

Ele disse que esse custo terá de ser compensado no Orçamento, mas não detalhou que medidas seriam tomadas para isso.

Desde julho do ano passado, a Petrobras decide diariamente o valor do diesel nas refinarias. Essa conta leva em consideração preços internacionais, como a cotação do dólar e do barril de petróleo.

O valor corrigido é cobrado dos distribuidores de combustíveis, que podem ou não repassar aumentos e quedas nos valores nos postos.

O governo vai manter a redução de 10% no preço do diesel, anunciada na quarta-feira pela Petrobras, por 30 dias. O preço ficará congelado por 30 dias. No entanto, a Petrobras vai calcular quanto seria o seu preço de mercado e o governo vai remunerar a empresa da diferença.

“O preço ficará fixo nesse patamar que foi definido pela Petrobras por 30 dias. A Petrobras está oferecendo os primeiros 15 dias e a partir do 16º dia isso será pago pela União”, disse Guardia.

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