Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 31 de março de 2020
Nesta terça-feira (31), subiu para 5.717 o número de casos confirmados de coronavírus no Brasil. Foram 1.138 novas confirmações em 24 horas. O número de óbitos também aumentou, agora são 201. A maior parte está em São Paulo, que concentra 136 mortes e lidera a lista nacional com 2.339 casos confirmados da doença. Os números estão consolidados com as informações que foram repassadas pelas Secretarias Estaduais de Saúde ao Ministério da Saúde até as 15h desta terça-feira. O total de casos e mortes pode ser maior devido à atualização constante das secretarias de Saúde dos Estados e municípios.
O resultado marca um aumento de 26% em relação a segunda-feira (30), quando foram registrados 159 óbitos no total. O número de novas mortes em um dia, 42, foi o maior da série histórica. O maior quantitativo de óbitos em um dia até então tinha sido 23, na segunda-feira (30).
Em relação ao perfil, 41,4% eram mulheres e 68,6%, homens. Em relação à idade, 89% estavam na faixa acima de 60 anos. Em relação às complicações de saúde, a maioria (107) apresentavam cardiopatia, 75 tinham diabetes, 33 pneumopatia e 22 alguma condição neurológica.
As mortes estão localizadas nos Estados do Amazonas (3), Rondônia (1), Alagoas (1), Bahia (2), Ceará (7), Maranhão (1), Pernambuco (6), Piauí (4), Rio Grande do Norte (1), Minas Gerais (2), Rio de Janeiro (23), São Paulo (136), Distrito Federal (3), Goiás (1), Mato Grosso do Sul (1), Paraná (3), Rio Grande do Sul (4) e Santa Catarina (2). Agora, todas as regiões brasileiras têm casos de mortes confirmadas por coronavírus.
Apenas os Estados do Acre, Amapá, Pará, Roraima, Tocantins, Paraíba, Sergipe, Espírito Santo e Mato Grosso não tinham até esta terça, segundo o balanço do ministério, mortes confirmadas pela doença, mas também registravam casos confirmados, assim como todos os demais Estados brasileiros.
Distanciamento social
O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse nesta terça-feira que medidas de distanciamento social e restrição à circulação adotadas em alguns Estados ajudaram a evitar que o Brasil tivesse uma disparada de casos como ocorreu em outros países.
“Uma coisa podemos afirmar categoricamente: não entrou na espiral absoluta, na curva ascendente que entrou em Nova York e outras cidades porque houve essa parada e conscientização de todo mundo”, disse em coletiva de imprensa.
Para o ministro, muitos dos casos nesta terça registrados ainda têm sido confirmados com atraso de duas semanas. “Muito caso que está ocorrendo hoje é reflexo de 14 dias atrás”, disse.
Mandetta aproveitou a ocasião para reforçar o pedido para que a população siga medidas adotadas por governadores para restringir a circulação e diminuir aglomerações. As informações são do Ministério da Saúde, da Agência Brasil e do jornal Folha de S.Paulo.
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