Terça-feira, 07 de Julho de 2020

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Esporte O estádio da abertura da Copa do Mundo passou no teste com segurança reforçada

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A Seleção Brasileira venceu a Rússia por 3 a 0 no estádio Lujniki. (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

Ruas interditadas, detectores de metais, cães farejadores e um batalhão de policiais. A rígida segurança e alguns problemas tecnológicos marcaram o último teste do estádio Lujniki antes da abertura da Copa do Mundo, em 14 de junho, entre a Rússia e Arábia Saudita.

A Seleção Brasileira venceu a Rússia por 3 a 0 nesta sexta-feira (23) em uma noite fria de Moscou, com sensação térmica de 7 graus negativos. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

No caminho para o estádio antes da partida, diversos homens das forças de segurança já ocupavam estações de metrô, principal opção escolhida pelos espectadores. Nos arredores do Lujniki, eram batalhões trabalhando para garantir a ordem.

Dentro e fora do estádio, atuaram também os voluntários que estarão em ação na Copa do Mundo. Desde os que sinalizavam o caminho para os torcedores aos que auxiliavam no trabalho dos jornalistas. Fora do estádio, a sinalização era praticamente toda em russo.

Apesar do frio, as arquibancadas do Lujniki ficaram bem ocupadas – o público oficial não foi divulgado, mas a organização estimava cerca de 60 mil espectadores em 81 mil assentos disponíveis.

A grande maioria dos torcedores, porém, começou a deixar o local quando faltavam 15 minutos e a seleção russa não esboçava qualquer tipo de reação.

O escoamento do público aconteceu sem maiores dificuldades e desta vez quem estava no anel superior não teve de esperar para deixar o estádio. No primeiro teste, entre Rússia e Argentina no ano passado, foram cerca de 40 minutos parados nas arquibancadas esperando a liberação.

Menos de dez minutos após o apito final, todos os espectadores já haviam deixado as tribunas.

O que não funcionou bem foi o serviço de internet. A reportagem da Folha de S.Paulo e outros jornalistas tiveram muitas dificuldades para ter uma conexão estável durante o jogo. O serviço de Wi Fi gratuito oferecido ao público também teve falhas.

O sistema de som foi melhorado ao longo do jogo após um início com volume muito alto. Anúncios foram feitos em russo, inglês e português.

Apesar dos pequenos deslizes, o Lujniki mostrou que está pronto para receber a Copa. Até lá, não abrirá as portas para mais nenhum jogo de futebol.

Partida

Na partida contra a Rússia, o desempenho do Brasil foi gelado em boa parte do tempo, escamoteado pelo placar da partida no estádio que abrirá e fechará a Copa. O técnico Tite se disse feliz com a partida.

Tite usou o amistoso para testar um esquema tático sem Neymar e tirando Renato Augusto do time, centralizando Philippe Coutinho e abrindo Willian e Doulgas Costa pelas pontas. Deu errado no primeiro tempo. No começo da segunda etapa, o time conseguiu construir o placar da goleada. Depois do 2 a 0, Tite fez seis substituições e alterou a estrutura do esquema testado, estudando mudanças individuais. “A concorrência para a Copa está aberta”, disse o técnico.

A preocupação do técnico era furar a defesa com uma linha de cinco jogadores da Rússia, esquema que havia parado o Brasil no amistoso contra a Inglaterra em novembro, quando os times empataram em 0 a 0. Tite percebeu que sua campanha vitoriosa nas eliminatórias teria pouco a ver com formações fechadas de times europeus menos técnicos.

Em entrevista, ele apontou as finalizações como sinal de que o teste foi bem-sucedido, em especial no segundo tempo. “Quando tem 25 finalizações e 13 são no gol, contra uma linha de cinco defensores, isso quer dizer que a equipe clareou, mesmo com o atleta executando funções diferentes”, disse. “Quando chego a 40% de acerto, fico feliz. Tivemos mais de 50%”, afirmou.

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