Terça-feira, 11 de Maio de 2021

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Geral O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello diz estar à disposição para depor à CPI da Covid e prestar esclarecimentos, caso seja chamado

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Pazuello ficou dez meses à frente do Ministério da Saúde. (Foto: Tony Winston/Ministério da Saúde)

O ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, que está de volta à sua atividade militar na Amazônia, declarou a assessores que comparecerá à CPI (comissão parlamentar de inquérito) do Senado. A investigação será constituída para apurar sua gestão no ministério da Saúde, inclusive o colapso do oxigênio hospitalar ocorrido em Manaus.

A expectativa é que o requerimento de CPI seja lido em plenário nesta terça-feira, pelo presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (DEM/MG). O ato formaliza a criação da comissão de inquérito, mas a instalação depende de indicação partidária dos seus integrantes.

O senador Eduardo Girão (Podemos-CE) informou que deverá apresentar no mesmo dia um requerimento para abertura de uma CPI com escopo mais amplo, que investigaria também a atuação de governos estaduais e municipais frente à covid-19.

Nesta quarta-feira (14), o pleno do STF (Supremo Tribunal Federal) julgará recurso do Cidadania que pede a imediata instalação da CPI. Decisão monocrática do ministro Roberto Barroso acatando o recurso foi proferida na semana passada.

Pazuello repetirá aos senadores as explicações apresentadas em depoimento ao inquérito que apura o assunto e também à Comissão Geral do próprio Senado. Nas ocasiões, o ex-ministro sustentou que o governo federal não estava informado do risco iminente de desabastecimento de oxigênio hospitalar em Manaus e que agiu imediatamente, assim que tomou conhecimento do fato.

O general também se prepara para explicar aos senadores outra polêmica: a da utilização de cloroquina e outros medicamentos como tratamento precoce para a Covid-19. O ex-ministro sustenta que nunca houve uma recomendação formal do Ministério da Saúde para a utilização do chamado kit-Covid, que inclui medicamentos de eficácia não comprovada para o tratamento da doença. Laboratórios militares foram utilizados, por determinação presidencial, para a fabricação e distribuição de grandes quantidades de cloroquina – fato que também será investigado pela Comissão de Inquérito.

“Esta roupa não me cabe”, declarou Pazuello em entrevista ao Jornal da Record, ao rebater as acusações de que houve má versação de recursos públicos ou má gestão da crise de Manaus, da parte do governo federal. As informações são do site R7 e da Agência Senado.

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