Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 11 de novembro de 2023
O excesso de chuvas nas lavouras e a demanda maior por exportações restringiram a oferta de alguns itens alimentícios em outubro, encerrando assim uma sequência de quatro meses seguidos de queda nos preços da alimentação, vista de junho a setembro.
“O aumento no volume de chuvas prejudica a colheita e acaba reduzindo a oferta do produto no mercado, o que acaba induzindo um aumento de preços”, disse André Almeida, gerente do Sistema Nacional de Índices de Preços do IBGE, mencionando itens como batata e cebola, que ficaram mais caros em outubro.
O grupo alimentação e bebidas teve uma elevação de 0,31% em outubro. A alimentação para consumo no domicílio subiu 0,27% no mês, após também ter recuado nos quatro meses anteriores.
Em outubro, as famílias pagaram mais pela batata-inglesa (11,23%), cebola (8,46%), frutas (3,06%), arroz (2,99%) e carnes (0,53%). Ficaram mais baratos o leite longa vida (5,48%) e os ovos de galinha (-2,85%).
Almeida acrescentou que a oferta de arroz e manga se reduziu também por causa de exportações maiores desses produtos, num momento em que a demanda se sustenta estável no mercado consumidor doméstico.
Acumulado – Apesar da alta em outubro, o grupo alimentação e bebidas ainda acumula uma queda de 0,70% no ano, ou seja, ficou mais barato de janeiro a outubro de 2023. Os alimentos comprados em supermercados acumulam uma redução de 2,56% no período.
Os preços das carnes acumulam queda de 11,08% de janeiro a outubro, das aves e dos ovos têm recuo de 8,06%, enquanto dos óleos e gorduras já caíram 17,51%.
Os preços de tubérculos, raízes e legumes diminuíram 14,54% no ano. E o feijão-carioca acumula queda de 23,11%.
Redução da gasolina
A queda no preço da gasolina ajudou a deter a inflação oficial no País em outubro, apesar das pressões dos reajustes das passagens aéreas e dos alimentos. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de uma alta de 0,26% em setembro para 0,24% no mês passado, conforme divulgou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A taxa acumulada em 12 meses também arrefeceu, após três meses consecutivos de aceleração: passou de 5,19% em setembro para 4,82% no último mês, próxima do teto da meta de inflação para este ano perseguida pelo Banco Central – o índice é de 3,25%, com teto de tolerância de 4,75%.
Em outubro, houve maior disseminação de aumentos de preços entre os itens pesquisados, incluindo os alimentos, que ficaram mais caros após quatro meses de reduções (mais informações nesta página). No entanto, a inflação foi bastante concentrada no reajuste de 23,70% das passagens aéreas, responsável por praticamente 60% de todo o IPCA do mês (0,14 ponto porcentual).
“Essa alta pode estar relacionada a alguns fatores, como aumento no preço do combustível, o querosene de aviação, e também a proximidade de feriados e férias de fim de ano”, disse André Almeida, gerente do Sistema Nacional de Índices de Preços do IBGE.
Por outro lado, a queda de 1,53% na gasolina ajudou a segurar a inflação no mês, retirando 0,08 ponto porcentual do IPCA.
Os combustíveis ficaram, na média, 1,39% mais baratos em outubro. Além da gasolina, recuaram também o gás veicular (-1,23%) e o etanol (-0,96%). Já o óleo diesel teve alta de 0,33%.
Os comentários estão desativados.