Segunda-feira, 18 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 30 de agosto de 2017
O governo do Estado inicia, nesta quinta-feira (31), o pagamento dos salários de agosto depositando 350 reais para cada matrícula dos servidores vinculados ao Executivo. Contando com pouco mais de 221 milhões de reais em caixa, a Secretaria da Fazenda conseguiu creditar apenas as duas primeiras faixas de uma folha líquida que fechou o mês em 1,143 bilhão de reais (sem considerar as consignações e tributos).
A Fazenda confirmou também o pagamento da nona parcela do 13º salário de 2016, o que significa o desencaixe de outros 102 milhões de reais. Os valores estarão disponíveis na rede bancária logo cedo da manhã. A previsão é integralizar os salários para as 344 mil matrículas entre ativos, inativos e pensionistas até o próximo dia 13 de setembro. Já as consignações bancárias, que chegam a 150 milhões de reais, devem ser pagas até o dia 22 do próximo mês.
Os servidores vinculados às fundações recebem os vencimentos integrais no próxima segunda-feira (4) – segundo dia útil do mês. A folha dos 5.200 celetistas representam 25 milhões de reais.
Amparado por uma liminar do STF (Supremo Tribunal Federal), o Estado não pagará pelo segundo mês consecutivo o serviço mensal da dívida com a União. A parcela de agosto é de 148 milhões de reais, cujo vencimento igualmente seria nesta quinta-feira (31). Em julho, o valor que deixou ser pago foi de 142 milhões de reais.
Mobilização de esforços
O governador José Ivo Sartori mobiliza esforços para que a situação financeira do Estado não se agrave ainda mais nos próximos meses. No início do mês, Sartori cumpriu intensa agenda em Brasília com dois propósitos bem definidos: reforçar a necessidade de adesão ao Regime de Recuperação Fiscal e tentar evitar o bloqueio das contas do Rio Grande do Sul, diante do não pagamento da parcela da dívida com a União.
“Queremos continuar cumprindo com as obrigações essenciais do Estado, além de pagar os servidores. Nosso objetivo aqui é sensibilizar todas as partes. O Rio Grande do Sul é o Estado que mais trabalhou pela sustentabilidade financeira nos últimos tempos, com medidas duras, amargas, mas que desenham um novo futuro e servem de exemplo para o País. São sementes de mudança que plantamos para que os próximos governantes não passem pelo constrangimento que eu passei. Por isso não penso na próxima eleição, mas nas próximas gerações”, salientou Sartori em entrevistas à imprensa.
O governo do Estado suspendeu o pagamento da dívida com a União e requereu a concessão de medida cautelar, ao Supremo Tribunal Federal, para que as prestações mensais não fossem cobradas. Em audiência com o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, Sartori solicitou que a matéria fosse analisada, considerando a grave situação das finanças gaúchas. (GOVRS)