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Porto Alegre O índice de ocupação de UTIs apresentou leve baixa em Porto Alegre nesta quinta-feira

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Decréscimo foi causado por aumento no número de estruturas desse tipo. (Foto: Divulgação/HCPA)

O índice de ocupação das UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) em Porto Alegre, apresentou um leve declínio nesta quinta-feira (30), passando de aproximadamente 90% para 86,7%. Segundo a SMS (Secretaria Municipal da Saúde), o motivo foi a abertura de pelo menos 23 novas estruturas desse tipo na capital gaúcha, a fim de atender à demanda de pacientes com o coronavírus.

Apesar desse relativo progresso, algumas das mais importantes instituições de saúde da cidade continuam “com a água batendo no pescoço”, obrigadas a lidar com taxas de até 100% de lotação de suas UTIs. É o caso de hospitais como o Fêmina e o Moinhos de Vento, ambos no bairro de mesmo nome, além do HPS (Hospital de Pronto-Socorro), no bairro Santana/Bom Fim.

Isolamento

Após registrar 46,3% na véspera, o índice de isolamento social divulgado pela prefeitura de Porto Alegre nesta quinta-feira (30) caiu para 42,6%. A taxa se refere à permanência das pessoas em suas residências nas 24 horas anteriores e continua abaixo do mínimo ideal de 55% estipulado pela SMS (Secretaria Municipal da Saúde) para conter a expansão do coronavírus na capital gaúcha.

Estado

Passados quase cinco meses desde o começo da pandemia, uma das principais estratégias de enfrentamento ao coronavírus, a ampliação do número de leitos de UTI para pacientes adultos e com atendimento pelo SUS (Sistema Único de Saúde) superou o número projetado pelo governo do Estado no início da pandemia. A estimativa era de um aumento de 60% nas vagas, mas esse índice agora é de 90,6%.

O Rio Grande do Sul contava com 933 leitos desse tipo no início de março, e já está chegando a 1.779, contabilizando as habilitações que devem ser concluídas nos próximos dias, conforme salientou o governador Eduardo Leite em transmissão ao vivo nas redes sociais – ele cumpre quarentena na ala residencial do Palácio Piratini, quase uma semana após ser diagnosticado com o coronavírus.

“Desde o início da pandemia, trabalhamos para ampliar o sistema de atendimento e garantir que ninguém ficasse sem tratamento hospitalar por conta da Covid-19″, frisou. “A estratégia do distanciamento controlado proporcionou fôlego para preparar a estrutura de saúde para o momento mais crítico da pandemia, que é agora.”

“Se não fosse a ampliação, o nosso sistema de saúde já teria colapsado”, prosseguiu. “Só na estrutura pública, estamos com ocupação de mais de 1,2 mil pacientes internados neste momento, quando até quatro meses atrás a capacidade do SUS era de 933 leitos. Ampliamos e vamos continuar ampliando.”

Ainda segundo ele, a meta é chegar em agosto a 1.909 leitos de UTI habilitados, o que vai representar aumento de 104,6%. Ou seja, mais do que dobrará a capacidade pré-pandemia. Estão incluídos nessa lista os hospitais de São Jerônimo, na região Carbonífera, e Camaquã, na Costa Doce.

Após receber dez respiradores do Ministério da Saúde, dez bombas de infusão e três respiradores de transporte do projeto Todos pela Saúde, o Hospital de Caridade São Jerônimo está abrindo 10 leitos de UTI exclusivos para pacientes com coronavírus. No Hospital Nossa Senhora Aparecida, de Camaquã, também são dez leitos de UTI exclusivos para tratamento de Covid pelo SUS.

Com esses novos leitos, são 40 na região Carbonífera/Costa Doce, contabilizando os 10 leitos abertos em Charqueadas e outros 10 em Guaíba. Até que o Ministério da Saúde faça a habilitação dos novos leitos, o governo do Estado custeará as diárias.

(Marcello Campos)

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