Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 29 de setembro de 2017
O número de milionários no Brasil voltou a crescer em 2016, após dois anos seguidos de queda, segundo estudo da consultoria Capgemini, passando de 148,5 mil para 164,5 mil pessoas, o que corresponde a uma alta de 10,7%.
De acordo com o relatório “2017 World Wealth Report”, a alta no Brasil superou a média global, que ficou em 7,5% e, dos 25 países analisados, só ficou atrás Rússia (20%), Suécia (13%) e Taiwan (12%).
O relatório considera como milionários aqueles com 1 milhão de dólares ou mais em ativos disponíveis para investimento ou que podem ser facilmente vendidos, excluindo imóveis em que residem e artigos de coleção e bens de consumo duráveis.
Segundo o estudo, a riqueza acumulada pelos milionários brasileiros passou de US$ 3,7 trilhões em 2015 para US$ 4,2 trilhões em 2016.
Na edição anterior do relatório, o Brasil tinha sido o país com o maior encolhimento no número de milionários (menos 12 mil) entre as grandes economias. Em 2014, o país já tinha perdido 11 mil super-ricos.
O crescimento em 2016 chama a atenção porque ocorreu em um ano em que a economia brasileira afundou. A explicação, porém, não é tão complicada.
Entre os motivos apontados para o crescimento do número de milionários no Brasil em meio a um ano de recessão (o PIB do País caiu 3,6% em 2016) está a melhora expressiva do mercado de ações brasileiro.
Em 2016, o Ibovespa subiu 66,46% em dólar, segundo dados da provedora de informações financeiras Economatica. Em 2014 e 2015, o índice tinha acumulado perdas de 14,37% e 41,03%, respectivamente. Em 2017, até o fechamento de setembro, a bolsa brasileira tem alta de 26,9% em dólar (a moeda norte-americana serve como referência na comparação internacional para tentar amenizar as influências locais).
O estudo aponta ainda que “uma modesta expansão” do mercado imobiliário também ajudou para a expansão.
Ranking
Apesar do crescimento acima da média mundial em 2016, o Brasil permanece na 17% posição no ranking dos 25 países com o maior número de milionários, imediatamente atrás de Arábia Saudita (176 mil) e Rússia (182 mil).
A liderança segue com os Estados Unidos, com 4,79 milhões (alta de 8% em 1 ano). Na sequência, estão Japão (2,89 milhões) e Alemanha (1,28 milhão) e China (1,12 milhão).
O relatório aponta ainda que a média dos investimentos realizados pelos milionários, quando administrados por gestores de patrimônio, aumentou em 24,3% em 2016.
O levantamento destaca também que os ultrarricos (aqueles com patrimônio superior a US$ 30 milhões) brasileiros estão entre os que concentram maior parte do patrimônio dos milionários: 87,1% da fortuna dos milionários brasileiro está nas mãos desse grupo.
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