Terça-feira, 04 de Agosto de 2020

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Brasil Sobe para 99 o número de mortos em Brumadinho; Há ainda 259 pessoas desaparecidas

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(Foto: Luiz Santana/ALMG)

A Defesa Civil de Minas Gerais atualizou, no final da tarde desta quarta-feira (30), o número de vítimas do rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, da Vale, em Brumadinho, nos arredores de Belo Horizonte. Já são 99 mortos e 259 desaparecidos.

De acordo com a Polícia Civil, dos 99 mortos, 57 foram identificados. A orientação é que as famílias não compareçam ao IML (Instituto Médico Legal) e, sim, comuniquem-se via internet e redes sociais.

Segundo a Defesa Civil, cinco dias após o desastre causado pelo rompimento da barragem, ainda há regiões de Brumadinho que sofrem com a falta de energia.

O tenente-coronel Flávio Godinho, coordenador da Defesa Civil, disse que os trabalhos na região da mina do Córrego do Feijão começaram por volta das 4h.

A barragem B6, com água, segue monitorada 24 horas por dia, segundo o órgão, sem risco de rompimento. Um plano de contingência, entretanto, foi elaborado de forma preventiva.

No fim da tarde desta quarta, a operação foi paralisada por conta da forte chuva que caiu em Brumadinho entre 14h30min e 15h30min. Houve impacto apenas na lama de rejeitos que era contida pela barragem e que agora forma um “mar de lama” sobre o município. Duas árvores caíram na estrada de acesso ao Córrego do Feijão. Nesta quinta-feira (31), os trabalhos serão reiniciados às 4h e terão foco novamente na região do local onde funcionários se alimentavam.

Justiça

A Justiça proibiu a concessão ou renovação de licenciamento ambiental de barragens em Minas Gerais com alteamento a montante, como as que romperam em Brumadinho na semana passada em em Mariana, em 2015. A decisão ocorre mais de dois anos após pedido feito pela Promotoria de Minas Gerais.

A técnica, antiga, já não é mais usada pela Vale, dona da barragem que rompeu em Brumadinho e sócia da Samarco, responsável pela tragédia de Mariana. Na terça-feira (29), a empresa anunciou investimento de R$ 5 bilhões para eliminar em até três anos as dez barragens desse tipo que ainda tem.

“Pode-se concluir que o padrão ambiental, com utilização de alteamento a montante, mostra-se ineficiente, estando a exigir, com urgência, a conciliação da atividade minerária com o meio ambiente e o capital humano”, diz a decisão, segundo nota divulgada pelo Ministério Público de Minas Gerais.

O pedido de suspensão foi feito em ação civil pública proposta pela Promotoria em novembro de 2016, um ano após a tragédia de Mariana, que deixou 19 mortos e um rastro de destruição no vale do rio Doce. Segundo os autores da ação, pelo menos quatro barragens do tipo haviam apresentado ruptura até aquele momento.

A técnica consiste em elevar a barragem com degraus sobre o depósito de rejeitos e é mais barata que as alternativas – alteamento a jusante, quando a elevação é feita na direção contrária, para fora do depósito de rejeitos; e linha de centro, um método intermediário entre os dois.

A decisão da Justiça determina que todos os processos de licenciamento de barragens a montante em curso sejam suspensos. De acordo com o Ministério Público, estudos indicam que o método é mais propenso a riscos, inclusive durante abalos sísmicos.

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