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Mundo O papa aceita renúncia de bispo argentino acusado de ocultar abuso

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Em documento assinado em 23 de maio, o papa argentino prometeu tolerância zero contra a pedofilia. (Foto: Divulgação/Vaticano)

O papa Francisco aceitou neste sábado (20), a renúncia à diocese de Alto Valle del Río Negro, na Argentina, apresentada pelo bispo Marcelo Alejandro Cuenca Revuelta, de 66 anos, acusado de acobertar padres denunciados por abusos sexuais.

O argentino foi nomeado em fevereiro de 2010 pelo então papa Bento XVI e, nos últimos anos, de acordo com relatos, foi duramente criticado por fornecer proteção ao padre Luis Alberto Bergliaffa, que havia sido condenado pela Igreja por um caso de pedofilia contra uma menina.

Segundo a imprensa local, o religioso também foi acusado de esconder os detalhes da transferência de um padre que posteriormente foi condenado a oito anos de prisão por abuso sexual de menor.

O afastamento foi publicado simultaneamente em Roma e em Buenos Aires por meio da Agência Católica Argentina de Informações (AICA). Com a decisão, Revuelta será substituído por dom Alejandro Pablo Benna, bispo titular de Vardimissa e bispo auxiliar da diocese de Comodoro Rivadavia.

Grito dos pobres

“Ouvir o grito dos pobres nos faz partícipes de um mundo melhor”.

As palavras do papa são dirigidas a um grupo de voluntários e responsáveis da Fidesco, a Organização católica de solidariedade internacional nascida na França e engajada há 40 anos no Sul do mundo em apoio aos mais pobres. Os agradecimentos e encorajamento de Francisco são por um compromisso realizado com ternura e misericórdia, que faz crescer em nível pessoal e eclesial.

Para a Igreja, testemunhar Cristo com competência e profissionalismo, oferecendo apoio voluntário para o desenvolvimento humano integral. Este é o trabalho realizado durante quarenta anos pela Fidesco – Federação Internacional para o Desenvolvimento Econômico e Social através da Cooperação – uma ONG católica voluntária, nascida da Comunidade Emmanuel em 1981 e atualmente operativa nos quatro continentes.

Em peregrinação nestes dias a Roma, uma representação de voluntários e dirigentes foi recebida na manhã deste sábado em audiência pelo papa, após uma passagem aos túmulos dos Apóstolos que – como lhes disse Francisco em seu discurso de saudação – “permite enraizar ainda melhor as ações que vocês realizam diariamente na sua fé em Cristo morto e ressuscitado e no coração da missão da Igreja”.

Um caminho de “renovação espiritual com uma conotação penitencial quaresmal” que foi empreendido, como Francisco o define, tornará as pessoas ainda “mais entusiasmados e alegres” em seu serviço aos seus irmãos e irmãs no mundo.

A Fidesco é especializada no envio ao Sul do mundo de voluntários católicos motivados pela fé e treinados profissionalmente, em resposta a uma necessidade ou pedido da Igreja, independentemente da religião, etnia ou cultura de origem e em setores diversos ou em áreas problemáticas, como campos de refugiados ou dispensários.

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