Terça-feira, 14 de Julho de 2020

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Mundo O papa aprovou novas regras abrangentes para compras e gastos do Vaticano, concebidas para reduzir custos e diminuir o risco de corrupção

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"Meu pensamento vai a Istambul. Penso em Santa Sofia. Estou muito aflito", declarou o pontífice. (Foto: Reprodução)

O papa Francisco aprovou novas regras abrangentes para compras e gastos do Vaticano, concebidas para reduzir custos, garantir uma concorrência transparente e diminuir o risco de corrupção na concessão de contratos.

Uma Carta Apostólica e 30 páginas de normas novas divulgadas nesta segunda-feira (01) são a culminação de um processo de quatro anos para racionalizar os procedimentos de gastos e combater o nepotismo e o favoritismo.

As regras chegam em um momento no qual a pandemia de coronavírus faz estragos nas finanças do Vaticano, forçando-o a implantar algumas das medidas de controle de gastos mais duras de sua história.

Em sua carta, Francisco disse que as normas novas permitirão “uma redução considerável do perigo da corrupção”.

As regras novas exigem procedimentos transparentes e altamente detalhados para a concessão de contratos de bens e serviços. A maioria dos contratos do Vaticano é com empresas italianas.

Documentos vazados durante o pontificado do antecessor de Francisco, o papa Bento 16, mostraram que um departamento do Vaticano pagou uma soma exorbitante para uma empreiteira italiana construir uma cena da Natividade na Praça São Pedro.

Uma mudança importante é a constituição de uma única lista de fornecedores aprovados para todos os departamentos do Vaticano, que antes mantinham listas próprias.

O professor Vincenzo Buonomo, reitor da Universidade Pontifícia Lateranense, disse ao site oficial Vatican News que esta medida ajudará a eliminar o favoritismo e a garantir concorrência justa e economia de escala.

Benção em ambulância

O papa Francisco abençoou uma ambulância para os pobres de Roma. Trata-de um novo dom do Santo Padre, confiado à Esmolaria Apostólica, em favor dos mais pobres, em especial para quem não tem moradia fixa e vive as dificuldades da rua e que busca refúgios nas proximidades do Vaticano ou em alojamentos improvisados em Roma.

A ambulância, que tem a placa SCV (Stato della Città del Vaticano – Estado da Cidade do Vaticano), faz parte da frota utilizada no interior do Estado do Vaticano e foi colocada à disposição pelo Governatorato exclusivamente para assistir e socorrer os mais pobres, “que são os mais invisíveis junto às istituições”, segundo o comunicado de imprensa.

A ambulância se acrescenta a outras iniciativas de assistência médica da Esmolaria Apostólica, ativas já há alguns anos, como Poliambulatório móvel, utilizado principalmente para oferecer tratamentos aos mais pobres e marginalizados nas periferias de Roma; ou o Ambulatório Mãe da Misericórdia que, sob a Colunata de São Pedro, oferece a primeira triagem aos sem-teto ou às pessoas sem assistência de saúde e que continuou a prestar serviço também durante o longo período de lockdown para a emergência da Covid-19.

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