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Brasil O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse que rejeição impede a eleição de Geraldo Alckmin

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Para Maia, se uma candidatura alternativa de centro não for construída a tempo, os partidos vão “entregar a eleição para o PT, o Ciro (Gomes, do PDT) ou a Marina (Silva, da Rede)”. (Foto: Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse na sexta-feira (02) que o pré-candidato do PSDB à Presidência, governador Geraldo Alckmin, não tem chance de vencer um eventual segundo turno porque “possui imagem negativa acima de 45%”. Para Maia, se uma candidatura alternativa de centro não for construída a tempo, os partidos vão “entregar a eleição para o PT, o Ciro (Gomes, do PDT) ou a Marina (Silva, da Rede)”.

“Não precisa ser necessariamente a minha [candidatura], mas acho que o meu nome tem o apoio de alguns partidos importantes e pode nos dar a chance de disputar o segundo turno”, disse Maia, que se apresenta como possível presidenciável.

O presidente da Câmara esteve na sexta-feira em Barra Mansa, no sul fluminense, para participar de um encontro sobre a segurança pública do Rio com prefeitos. Ao fim da reunião, Maia adotou discurso de pré-candidato ao falar sobre as eleições e as declarações de seu pai, o ex-prefeito do Rio Cesar Maia. Este afirmou que apoia a candidatura de Alckmin e acha que o filho deve tentar a reeleição na Câmara.

“Ele falou como pai, com preocupação de pai, sobre um movimento de um partido que nunca concorreu à Presidência”, minimizou. “Mas ele conhece as pesquisas, ele sabe que, se não construirmos uma nova candidatura no campo do centro, vamos entregar a eleição. Porque, infelizmente, o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin ou outro, tem uma imagem negativa acima de 45%, o que inviabiliza uma vitória no segundo turno.”

O PSB aprovou, também nesta sexta, resolução em que, na prática, fecha as portas para um apoio formal a Alckmin. Pelo texto aprovado em congresso da legenda, em Brasília, caso o partido opte por apoiar algum candidato de fora, terá de ser um nome do campo de esquerda.

O partido adiou a decisão sobre lançamento de candidatura própria e colocou como possibilidade não fazer coligação no primeiro turno com nenhum candidato à Presidência. O objetivo é focar na eleição de dez governadores com potencial de vitória e na ampliação da bancada de deputados federais.

“Falamos em possibilidade de coligação com um candidato que tenha identidade programática”, disse o presidente do PSB, Carlos Siqueira. Defensor até então do acordo com Alckmin, o vice-governador paulista, Márcio França, demonstrou que já deu como perdida uma adesão do PSB à candidatura do tucano.

Projetos

Os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), anunciaram na quarta-feira (28), um calendário para a tramitação do projeto do sistema integrado de segurança pública e o projeto liderado pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.

Segundo Maia, o projeto de integração dos sistemas da segurança será apresentado aos líderes partidários ainda nesta quarta. O deputado disse esperar que se vote a urgência do texto em até dez dias para que ele possa tramitar diretamente no plenário das duas Casas Legislativas.

Já o anteprojeto do ministro Alexandre de Moraes deve ser apresentado no Congresso Nacional na próxima semana. Ele deve tratar do combate ao tráfico de drogas e armas, e tramitará em comissão mista de deputados e senadores. De acordo com Maia, o projeto deve tratar de endurecimento das leis, mas sem aumento de pena. “Não dá mais para a gente prender uma pessoa por uma porta e ele sair pela outra por que a lei é branda”, afirmou.

Segundo dados do Ministério da Justiça divulgados em dezembro, o Brasil tem a terceira maior população carcerária do mundo, com 699 mil presos em 2015, ano do levantamento do Infopen (Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias). Destes, 40,2% estão presos sem condenação, de acordo com dados de junho de 2016.

O PSB aprovou, também nesta sexta, resolução em que, na prática, fecha as portas para um apoio formal a Alckmin. (Foto: Alan Santos/PR)

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