Segunda-feira, 12 de Abril de 2021

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| Os casos de coronavírus caíram quase 96% com a aplicação de duas doses da vacina da Pfizer em Israel

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Cerca de 1,7 milhão de cidadãos do país já receberam a segunda injeção. (Foto: EBC)

A taxa de contágio por coronavírus caiu 95,8% em grupos de pessoas que receberam as duas doses da vacina da Pfizer/Biontech, de acordo com anúncio do Ministério da Saúde de Israel. O imunizante também apresentou 98% de eficácia na prevenção de infecções que causavam febre ou problemas respiratórios e 98,9% na prevenção de hospitalizações e mortes.

As conclusões são baseadas em dados coletados nacionalmente até o dia 13 de fevereiro em israelenses que haviam recebido a segunda injeção ao menos duas semanas antes. De acordo com o site do Ministério da Saúde, cerca de 1,7 milhão de pessoas receberam a complementação até 30 de janeiro, tornando-as elegíveis para serem incluídas no estudo.

Relatórios anteriores de centros de saúde também mostraram resultados positivos, estimulando Israel a remover as restrições após semanas de “lockdown”. Neste domingo (21), escolas e vários estabelecimentos comerciais já puderam reabrir.

As autoridades do país também lançou um aplicativo “Green Pass”, vinculado a arquivos médicos pessoais, em que as pessoas que foram totalmente vacinadas ou consideradas imunes após a recuperação da Covid podem mostrar para ficar em hotéis ou participar de eventos culturais ou esportivos.

Ressalvas

A vacina da Pfizer/Biontech teve uma taxa de eficácia de 95% em testes clínicos. Mas os pesquisadores alertaram em novembro que esses números poderiam não se sustentar na prática. Pessoas que se voluntariam para ensaios muitas vezes não representam a população como um todo.

Além disso, o imunizante é difícil de administrar em grande escala porque deve ser mantido em temperaturas muito baixas (-75ºC) até pouco antes de ser administrado. Com os resultados obtidos em Israel, essa eficácia se comprova na prática.

Liderança

Israel lidera o mundo na vacinação de sua população. Até agora, mais de um terço de seus 9 milhões de habitantes recebeu a primeira dose da vacina da Pfizer/Biontech.

O grupo prioritário era composto pelos cidadãos com mais de 60 anos, uma faixa etária responsável por 95% das mais de 5 mil mortes por Covid no país. De acordo com o Ministério da Saúde do país, 84% dessa faixa etária já foi vacinada.

Como um país relativamente pequeno com um sistema de saúde universal altamente digitalizado, Israel se tornou um campo de testes atraente para esse imunizante. Como resultado, fez um acordo com a farmacêutica, oferecendo dados detalhados da imunização em troca de um fornecimento constante de vacinas.

Apesar de seu sucesso, Israel estendeu seu terceiro lockdown nacional no último dia 4, após aumento no número de casos. Ainda assim, os pesquisadores encontraram esperança na capacidade da vacina de reduzir rapidamente os casos entre israelenses imunizados.

“Estou bem convencido de que estamos vendo os efeitos reais da vacinação em nível populacional”, declarou o epidemiologista William Hanage, da Escola de Saúde Pública Harvard T.H. Chan, que não participou do estudo.

O nível de contágio da variante B.1.1.7 pode ser parcialmente culpado pelo crescimento dos casos, junto com a menor conformidade com o lockdown atual em comparação com os anteriores. E a maioria dos palestinos ainda aguarda vacinas, deixando a eles e aos israelenses menos protegidos.

Enquanto o mundo corre para conter o vírus antes que as mutações mais perigosas se espalhem, a escassez de vacinas ainda pode impedir, apesar das boas notícias trazidas pelos estudos, que outros países reproduzam com celeridade o sucesso de Israel.

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