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Mundo Os Estados Unidos e a China estão comprometidos a cooperar diante da crise climática

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Comunicado incluiu a Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas e o Acordo de Paris. (Foto: Marcelo Camargo/ABr)

Os Estados Unidos e a China estão “comprometidos a cooperar” no combate às mudanças climáticas, disseram os dois países em um comunicado conjunto, após uma visita a Xangai do enviado dos EUA para o clima, John Kerry.

Ambos os países “estão comprometidos a cooperar entre si e com outros países para enfrentar a crise climática com a seriedade e urgência que ela exige”, afirma o comunicado, assinado por Kerry e o enviado especial da China para as mudanças climáticas, Xie Zhenhua.

Kerry, ex-chefe da diplomacia dos EUA, foi o primeiro funcionário do governo do presidente Joe Biden a visitar a China, o que amplia a expectativa de que as duas partes possam trabalhar juntas nesse desafio global, apesar do aumento das tensões em outras frentes.

A nota conjunta listou vários caminhos para a cooperação entre os Estados Unidos e a China, as duas maiores economias do mundo, que juntas respondem por quase metade das emissões de gases de efeito estufa responsáveis pelas mudanças climáticas.

No comunicado, as potências enfatizaram o aprimoramento de suas respectivas ações “e a cooperação em processos multilaterais, incluindo a Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas e o Acordo de Paris”.

Biden tem feito do combate às mudanças climáticas uma prioridade, virando a página de seu antecessor Donald Trump, que estava intimamente alinhado com a indústria de combustíveis fósseis.

O presidente dos EUA reincorporou o país ao Acordo de Paris de 2015, que Kerry negociou quando era secretário de Estado, e se comprometeu com as nações a tomar medidas para manter os aumentos de temperatura em no máximo dos dois graus Celsius acima dos níveis pré-industriais.

Cúpula de Líderes

No papel de anfitrião virtual, o presidente americano Joe Biden recepcionará 40 chefes de Estado, entre eles o mandatário brasileiro Jair Bolsonaro, na chamada Cúpula de Líderes sobre o clima, nos próximos dias 22 e 23 de abril.

O evento é visto como uma oportunidade central para que Biden assuma o papel de protagonismo político global em questões climáticas, agenda que ele reiterou ser uma prioridade de sua gestão durante toda a campanha eleitoral de 2018, da qual saiu vitorioso.

Pela primeira vez na história, Biden criou na administração federal dos EUA o posto de Enviado Especial Climático, que conferiu a John Kerry a missão de viabilizar a pauta verde dos democratas doméstica e internacionalmente.

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