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Geral Os Estados Unidos impõe uma multa recorde à Universidade do Michigan por causa de um escândalo envolvendo o médico da seleção de ginástica

Larry Nassar, ex-médico da equipe de ginástica dos EUA, durante audiência em tribunal. (Foto: Reprodução)

O Departamento de Educação dos Estados Unidos impôs uma multa recorde de 4,5 milhões de dólares à Universidade Estadual do Michigan devido ao que classificou como uma falha na proteção de estudantes contra abusos sexuais e ordenou a escola a fazer mudanças.

O departamento fez duas investigações separadas da universidade depois que Larry Nassar, ex-médico da escola e da equipe de ginástica dos EUA, foi acusado de abuso sexual por mais de 350 mulheres.

Em dois julgamentos diferentes, Nassar foi condenado a 300 anos de prisão por ter abusado de jovens ginastas. Procuradores disseram que ele abusou de mais de 265 pessoas, muitas graças ao atendimento que prestava à Universidade Estadual do Michigan.

“A Universidade Estadual do Michigan não reagiu adequadamente às queixas contra o doutor Nassar e Dean Strampel (da mesma universidade), e por isso sujeitou alunas a um ambiente sexualmente hostil que lhes negou o acesso e a capacidade de se beneficiar de sua educação”, disse a secretária de Educação, Betsy DeVos, em uma conversa com repórteres por telefone.

A universidade se tornou alvo de críticas públicas pela maneira como lidou com o caso Nassar. Atletas se queixavam de Nassar desde os anos 1990, mas a instituição só iniciou uma investigação em 2014.

“Pessoas poderosas demais sabiam dos comportamentos e das queixas, e ainda assim os predadores continuaram na folha de pagamento e abusaram de ainda mais estudantes”, disse Betsy.

Strampel, ex-chefe de Nassar, foi preso em março de 2018 e acusado de má conduta sexual criminosa. Ele foi condenado a um ano de prisão por negligência na função e má conduta no cargo, de acordo com reportagens.

Richard Strauss

Em 2018, mais de cem homens revelaram que foram molestados por Richard Strauss, médico da Universidade do Estado de Ohio entre o fim da década de 1970 e a década de 1990, segundo uma investigação independente feita pela instituição.

Três processos foram abertos contra a entidade acusando-a de permitir a atividade de um abusador sexual, pondo a escola na mesma categoria da Universidade Estadual de Michigan, onde Nassar atacou as atletas femininas.

A lista também inclui um grupo de jogadores abusados pelo ex-treinador de futebol americano Jerry Sandusky na Universidade Estadual da Pensilvânia e as alunas atacadas por um ginecologista na Universidade do Sul da Califórnia.

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