Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 10 de setembro de 2020
O governo dos Estados Unidos vai encerrar a triagem rigorosa de alguns passageiros que chegam ao país em voos internacionais, imposta por causa da Covid-19. Com isso, deixará de exigir que os viajantes provenientes dos países-alvo desembarquem necessariamente em 15 aeroportos americanos designados, de acordo com funcionários dos EUA e de companhias aéreas e um documento do governo visto pela Reuters.
As mudanças devem entrar em vigor na segunda-feira (14), de acordo com o esboço do plano de implementação visto pela Reuters, mas a mudança ainda pode ser adiada, disseram autoridades americanas.
No início deste ano, o governo americano impôs requisitos de triagem rigorosos para viajantes que estiveram em China, Reino Unido, Brasil, Irã e nos 26 países europeus do Espaço Schengen, e proibiu a maioria dos cidadãos não americanos que estiveram nesses locais de entrar nos Estados Unidos. Não está claro se a medida revoga a proibição de entrada, que já previa exceções para cidadãos americanos, suas famílias e pessoas residentes em território americano.
O documento visto pela Reuters diz que os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) “estão mudando sua estratégia e priorizando outras medidas de saúde pública para reduzir o risco de transmissão de doenças relacionadas a viagens”. Ainda segundo o documento, dos 675 mil passageiros rastreados nos 15 aeroportos, “menos de 15 foram identificados como tendo Covid-19”.
A “estratégia de entrada atual para chegadas internacionais cobre apenas uma pequena parte do público que viaja, requer recursos significativos e não é sustentável com o aumento do volume de viagens”, disse o documento.
Um grupo que representa as empresas aéreas dos Estados Unidos disse que acredita que não faz sentido manter esse procedimento nos 15 aeroportos, dado o baixo número de casos positivos identificados.
“Agora temos um entendimento melhor da transmissão da Covid-19 que indica que a triagem baseada em sintomas tem um efeito limitado porque as pessoas que tem a doença podem não apresentar sinais ou febre no momento”, afirmou o CDC.
O governo americano decidiu adotar outra estratégia. Os órgãos da administração pública vão tentar mitigar os riscos antes da partida e depois do pouso – especialmente com explicações –, estarão de prontidão para atender problemas de saúde nos aeroportos e vão anotar informação de contatos dos passageiros de forma eletrônica para evitar filas.
Os comentários estão desativados.