Segunda-feira, 30 de Novembro de 2020

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Mundo Pantanal, Amazônia, Califórnia e Austrália: incêndios florestais se alastram pelo mundo

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Chamas têm naturezas diferentes. (Foto: Mayke Toscano/Secom-MT)

Dados da Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos, e do Sistema Copernicus, da União Europeia, revelam que os incêndios em Nova Gales do Sul (Austrália), no Ártico Siberiano, na costa oeste dos Estados Unidos e no Pantanal brasileiro foram os maiores de todos os tempos, com base nos 18 anos de dados sobre incêndios florestais globais compilados pelas organizações.

Imagens de satélite da Nasa e outras organizações internacionais de pesquisa ambiental mostram que os incêndios florestais estão se espalhando na bacia amazônica no Brasil. Maior floresta tropical do mundo, a Amazônia é um reservatório de carbono vital que diminui o ritmo do aquecimento global. É também o lar de cerca de 3 milhões de espécies de plantas e animais e 1 milhão de indígenas.

Especialistas dizem que a região voltou aos níveis de desmatamento observados pela última vez há uma década. “Você pode não ver incêndios como os da Califórnia, porque os da Amazônia continuam muito baixos, mas causam mais danos”, diz Paulo Moutinho , cientista sênior do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM). “As árvores podem morrer lentamente em poucos anos”.

“Um hectare de floresta na Amazônia tem 300 espécies de plantas e árvores, em comparação com a Califórnia, que tem apenas 25.” Dados do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) revelam que o número de incêndios na Amazônia aumentou 28% entre julho de 2019 e julho de 2020.

Ao contrário das condições de seca na costa oeste dos Estados Unidos, os incêndios florestais no Brasil são causados principalmente pelo desmatamento, que alguns ambientalistas dizem ser motivados pelas políticas governamentais pró-agricultura e mineração. Mas não são apenas as florestas tropicais da América do Sul que estão queimando. Ao sul da Amazônia, no Pantanal, os incêndios também estão intensos.

O bioma se estende por Brasil, Paraguai e Bolívia e é uma das áreas de maior biodiversidade do mundo. O fogo já destruiu 15% da região, com 2,3 milhões de hectares. Até quinta-feira (17), foram quase 16 mil focos de incêndios, o maior número de queimadas desde 1998, quando o Inpe começou a contabilizar essas estatísticas. Só na primeira metade do mês de setembro, o número de focos já é quase duas vezes maior do que em todo o mês do ano passado. No acumulado de janeiro a setembro, o número de incêndios triplicou em relação ao mesmo período de 2019.

Imagens de satélite também mostram incêndios florestais densos na África tropical, através da savana e pradarias onde, a cada ano, ocorre a maioria dos incêndios florestais do mundo. Mesmo que esses incêndios pareçam ser bastante densos, os cientistas dizem que isso não significa necessariamente que terão um impacto ambiental mais severo.

“A maioria desses incêndios na África é um processo natural que vem acontecendo há milhares de anos”, diz Niels Andela, professor da Escola de Ciências da Terra e do Oceano na Universidade de Cardiff. “É assim que a vegetação se regenera na região.” Esses incêndios florestais africanos também são vistos como menos prejudiciais porque as savanas e pradarias regeneradas absorvem parte do carbono que é emitido durante a queimada.

Embora a temporada de incêndios florestais na Indonésia tenha começado há alguns meses, as províncias de Kalimantan Central e Sumatra ainda continuam sofrendo com os incêndios florestais. O Greenpeace disse que 64 mil hectares de floresta já haviam sido queimados até o fim de julho, embora esse número seja menor do que o do ano anterior.A terceira maior província do país, Kalimantan Central, declarou Estado de emergência em julho, depois de registrar mais de 700 incêndios. Os ambientalistas dizem que o impacto econômico da Covid-19 levou a reduções orçamentárias significativas, impactando o patrulhamento das florestas e a prevenção de incêndios.

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