Terça-feira, 26 de Maio de 2020

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Economia Para dar conta da demanda, setores essenciais aceleram contratações

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Demanda por profissionais de saúde é alta.

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Demanda por profissionais de saúde é alta. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

A crise causada pela pandemia do novo coronavírus deixa milhares de pessoas pelo País (e fora dele) em casa. Há polêmica sobre a forma de isolamento e há temor quanto ao desemprego. Mas, do outro lado, estão os trabalhadores dos setores essenciais ( supermercados, hospitais, farmácias), que em função da alta demanda, estão contratando. 

Muitas vezes as empresas também precisam substituir funcionários com mais de 60 anos, no grupo de risco da Covid-19, que devem assumir outras funções.

As redes Carrefour, GPA e Big devem contratar quase 11,5 mil pessoas entre vagas temporárias e efetivas. O Carrefour, sozinho, abriu 5 mil postos em todo o País, temporários e efetivos. Conforme a rede varejista, a necessidade de contratações ocorre pela maior busca por itens de alimentação, artigos de higiene e limpeza. A intenção é reforçar as equipes de atendimento.

Nas lojas físicas, bandeiras como Extra e Pão de Açúcar, e nos canais online, o GPA fez o cadastro de currículos para seleção de mais de 5 mil temporários. Eles vão trabalhar por 30 dias, que podem ser prorrogados.

Especialistas lembram, porém, que essas contratações tendem a ser pontuais, em função da alta nas vendas dos primeiros dias de quarentena.

A rede varejista no Brasil segue o fluxo mundial. O Walmart, maior empregador privado dos Estados Unidos, prometeu contratar 150 mil trabalhadores temporários. A rival Amazon abriu 100 mil vagas.

Secretaria contrata profissionais no Rio Grande do Sul

A SES (Secretaria Estadual de Saúde) do Rio Grande do Sul abriu editais para contratação emergencial de biólogos, farmacêuticos, enfermeiros e médicos para trabalhar na Secretaria da Saúde no enfrentamento à epidemia da Covid-19.

São dois editais de Processo Seletivo Simplificado: o primeiro contendo quatro vagas para farmacêutico, quatro vagas para biólogo, sete vagas para enfermeiro e duas vagas para médico. O vencimento será R$ 3.473,34, para 30 horas semanais, podendo ser convocado para trabalhar a noite, sábados domingos e feriados. O local de trabalho será no Cevs (Centro Estadual de Vigilância em Saúde).

O segundo edital traz 20 vagas, podendo ser chamado até o limite de 40, para médico regulador, para trabalhar com exclusividade no Complexo Regulador Estadual. O vencimento será de R$ 3.473,34, acrescido de 200% de Gratificação de Função Especial, para 30 horas semanais, podendo ser convocado para trabalhar a noite, sábados domingos e feriados.

Rio de Janeiro contrata 618 profissionais de saúde para atuarem em 12 unidades

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio contratou 618 profissionais que começam a atuar partir do próximo sábado (4) na rede de saúde, com a finalidade de conter a disseminação do novo coronavírus no estado. As vagas serão distribuídas em 12 unidades administradas pela Fundação Saúde. Médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, biólogos, farmacêuticos e demais contratados reforçarão as equipes das unidades de atendimento.

Para o secretário de Estado de Saúde, Edmar Santos, a agilidade na contratação de novos profissionais é de grande importância para preencher a necessidade de maior número de atendimentos aos pacientes da covid-19.

“Estamos passando por um momento de exceção. Nenhum sistema de saúde no mundo está preparado para o aumento expressivo da demanda por atendimento de emergência. Por este motivo, estamos trabalhando para ampliar o quadro de profissionais atuantes o mais breve possível”, disse o secretário.

Trabalhador informal

De outro lado, trabalhadores informais necessitam de ajuda para se manter. De acordo com a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a taxa de informalidade (trabalhadores sem carteira assinada ou empreendedores sem registro, por exemplo) atinge 41,1% da força de trabalho ocupada no País.

A Câmara dos Deputados já aprovou e o Senado deve votar nesta segunda-feira o apoio financeiro de R$ 600 para amparar as camadas mais vulneráveis à crise econômica causada pela disseminação da doença no Brasil, e o auxílio deve ser distribuído por meio de vouchers (cupons). 

O isolamento social e o cancelamento de eventos, shows, fechamento de museus, cinemas e restrição de serviços não essenciais estão entre as principais recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde) para conter o avanço do novo coronavírus.

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