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Saúde Para estudo, a Universidade de Oxford vai expor à reinfecção voluntários que já tiveram coronavírus

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A pandemia já matou 3,3 milhões de pessoas em todo mundo desde o final de dezembro de 2019. (Foto: Reprodução)

Pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, vão expor deliberadamente ao coronavírus, causador da covid-19, pacientes jovens que já atravessaram bem uma infecção. A meta é descobrir que carga viral é necessária para causar uma nova infecção, como o sistema imunológico reage e o que isso representa para o desenvolvimento da resistência contra o patógeno.

Esses human challenge trials (experimentos de desafio humano) se iniciarão ainda neste mês. Segundo o governo britânico, as análises visam contribuir para o desenvolvimento de vacinas e tratamentos mais eficazes contra a covid-19.

Os participantes serão expostos ao coronavírus num “meio seguro e controlado” e acompanhados por uma equipe de especialistas. A fase de recrutamento deverá se iniciar nas próximas semanas: estão sendo procurados voluntários saudáveis, entre 18 e 30 anos de idade, que já tenham contraído antes o coronavírus.

Eles terão que se submeter a ao menos 17 dias de quarentena e ser acompanhados por 12 meses. Como compensação, receberão quase 5 mil libras esterlinas (cerca de 39 mil reais), informaram a universidade e a fundação de interesse público Wellcome Trust.

Na primeira fase do experimento, 24 participantes serão divididos em três grupos de oito e inoculados por via nasal com a cepa original do coronavírus. A ideia é começar com uma dose muito baixa e, se necessário, ir incrementando-a gradativamente, até um certo ponto, entre os grupos.

Uma vez determinado o volume necessário para contagiar 50% dos voluntários, porém sem sintomas ou em forma muito leve, ele será ministrado a 10 a 40 outros, a fim de confirmar a dosagem.

A segunda fase, programada para meados do ano, envolverá ainda um outro grupo. Será estudada sua resposta imunológica antes e após a exposição ao vírus, assim como o nível viral e os sintomas dos que se reinfectarem. Caso se confirme o novo contágio ou se apresentem sintomas, os participantes receberão tratamento de anticorpos monoclonais.

Para a realização de tais human challenge trials é necessária a aprovação de um órgão de ética de pesquisa. Estudos semelhantes já se realizam desde março em Londres.

A diferença com o outro estudo britânico, anunciado em fevereiro, é que desta vez a intenção é reinfectar pessoas que já tiveram covid-19, em vez de contagiá-las pela primeira vez com o vírus.

Segundo a especialista em vacinas de Oxford Helen McShane, eles são uma ferramenta importante para os cientistas, pois permitem traçar como o sistema imunológico reagiu ao primeiro contágio e como ocorre o segundo. Isso pode ajudar a avaliar até que ponto os recuperados estão protegidos contra um segundo episódio de covid-19.

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