Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 19 de dezembro de 2019
Após provocar tumulto durante um voo, um homem foi preso ao banco do avião com fita adesiva pelos outros passageiros. É o que informa o site do tabloide britânico Mirror. Vídeos e fotos do incidente também circulam nas redes sociais.
O caso aconteceu em uma viagem doméstica da companhia aérea russa S7 Airlines. Segundo informações do site, o homem estaria bêbado e teria ficado agressivo após tentar invadir a cabine do piloto, dizendo que queria “ter uma palavra” com ele. Foi quando os outros passageiros resolveram intervir na situação e o amarram a um assento vazio na classe executiva, usando fita adesiva. O homem ficou preso no banco durante as quatro horas da viagem de Mineralnye Vody para Novosibirsk, na Sibéria.
Quando o avião pousou, o passageiro foi preso pela polícia por violar a ordem pública. Segundo o Mirror, o homem continuou tentando atacar verbalmente os policiais de plantão. Uma investigação criminal foi aberta e ele pode pegar até cinco anos de prisão. “Os policiais levaram o homem à delegacia, mas ele continuou com seu comportamento selvagem. Ele abusou verbalmente dos policiais de plantão e tentou atacá-los”, disse um porta-voz do Ministro do Interior da Rússia.
Em outros vídeos em que ele está dentro de uma cela, o homem implora para ser libertado e diz que não se lembra de nada do que aconteceu durante o voo. Por conta do caso, Igor Trunov, presidente da União dos Advogados da Rússia, pediu que algemas de plástico sejam oferecidas à tripulação em todos os voos para que os comissários possam lidar com passageiros descontrolados.
“Temos kit de primeiros socorros para emergências. Também devemos ter equipamentos especiais para situações em que esses passageiros estão correndo para chegar aos pilotos”, disse. Segundo ele, esse tipo de algema de plástico é bem macia, mas não é possível arrancá-la.
Porta-aviões
O porta-aviões russo “Almirante Kuznetsov”, o único do país, sofreu um incêndio nesta quinta-feira (12). Dez pessoas ficaram feridas e seis foram levadas para unidades de terapia intensiva. Um operário é considerado desaparecido, segundo as agências de notícias russas.
A embarcação estava atracado desde o início de 2017 no cais de Murmansk, no norte do país, para ser reparado. A manutenção estava prevista para ser concluída até 2021. Segundo a agência Ria Novosti, que cita o estaleiro Zvezdochka responsável pelas obras, o incêndio começou enquanto as operações de soldagem estavam em andamento. Mais de 400 pessoas trabalhavam na embarcação no momento do incêndio, segundo a agência TASS.
“O incêndio, que ocorreu na primeira sala de máquinas, não excedeu seus limites”, disse uma fonte dos serviços de emergência à agência TASS. “Foi provocado por um erro humano”, informou à agência Interfax Alexei Rakhmanov, presidente da companhia pública United Shipbuilding Corporation (USC), proprietária do Zvezdochka.
Ele acrescentou que uma investigação foi aberta para descobrir se o trabalho de solda estava sendo realizado em conformidade com as normas de segurança. O fogo, que se espalhou por uma área que varia de 120 a 600 metros quadrados, ainda não foi controlado. O ministério da Defesa, citado pelas agências, afirmou que “dois militares receberam assistência médica”, mas que “a vida deles não está em perigo”.
Mais de 400 pessoas estavam no navio quando o incêndio começou, disse um porta-voz do Zvezdochka à TASS. “Todos os trabalhadores no porta-aviões foram evacuados”, afirmou a empresa USC, citada pela Ria Novosti.
Os comentários estão desativados.