Quarta-feira, 27 de maio de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
15°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Mundo O consumo de maconha ilegal cai no Uruguai após a regulamentação da venda do produto

Compartilhe esta notícia:

Para plantar a droga, os argentinos precisam se cadastrar em um programa nacional ligado ao Ministério da Saúde. (Foto: Reprodução)

O consumo de maconha ilegal prensada caiu consideravelmente entre 2014 e 2018 no Uruguai após a aprovação de uma lei que regula o mercado de uso recreativo de cannabis, informou hoje o governo.

De 2014 a 2018, o tráfico de drogas clássico (prensagem) passou de 58% para 11% do consumo total dessa droga, de acordo com o monitoramento anual da lei apresentada nesta quarta pelo Instituto de Regulação e Controle da Cannabis ( IRCCA) e a junta Nacional de Drogas (JND).

Em 2018, o mercado regulamentado atingiu um terço dos consumidores, que compraram a droga em farmácias, a partir de plantas cultivadas em casa ou em clubes de cannabis, os três mecanismos que a lei aprovada em 2013 permite produzir a substância.

O Uruguai aprovou em 2013 uma lei inovadora que permite a venda em farmácias de maconha provenientes plantações de permissionários privados sob controle estatal, além de culturas domésticas e cooperativas.

O objetivo das autoridades da Frente Ampla (esquerda) era conquistar espaços de mercado que pertenciam ao narcotráfico. O número de consumidores permanece estável, com 14,6% dos uruguaios utilizando a maconha para fins recreativos.

Desde o início da venda de maconha nas farmácias, em 19 de julho de 2017 até 31 de outubro de 2019, 3.351 kg da droga foram comercializados para fins recreativos, em envelopes selados de 5 gramas, sendo que cada consumidor pode comprar até 40 gramas por mês.

No Uruguai, 38.771 pessoas têm permissão para comprar em 17 farmácias do país; Cerca de 8 mil pessoas registraram-se para cultivo em casa, com até seis plantas por família, e os 145 clubes possuem 4.246 membros.

Letras mágicas

Atualmente, boa parte das discussões e estudos sobre os efeitos terapêuticos dos canabinoides se concentram em duas siglas: THC e CBD. A primeira se refere ao Tetra-hidrocanabinol, que é a principal substância psicoativa encontrada nas plantas do gênero Cannabis. Já o CBD, também conhecido por canabidiol, não tem os efeitos psicoativos do THC, mas interage com receptores específicos nas células do cérebro e do corpo.

Mesmo sendo as mais conhecidas, elas não são as únicas: até o momento, mais de 100 substâncias diferentes e com potencial terapêutico foram encontradas em extratos de Cannabis.

“No meu conhecimento, até o momento não existe qualquer medicamento com outros canabinoides, terpenos ou flavonoides, substâncias encontradas em preparados vegetais a partir da Cannabis. Isso não significa que essas substâncias não tenham potencial para aplicação medicinal. Apenas não temos conhecimento suficiente e regulamentação necessária para fomentar a criação de produtos farmacêuticos a partir da Cannabis”, explica o neurocientista Claudio Queiroz, do Instituto do Cérebro da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte).

Quando usar?

Ao menos por ora, o uso de canabinoides tem efeito comprovado em poucas doenças. “Com exceção de epilepsias infantis de difícil controle, como a Síndrome de Dravet, e no tratamento sintomático, com melhora da dor e da espasticidade provocadas pela esclerose múltipla, eu colocaria as demais indicações como possíveis efeitos terapêuticos dos canabinoides, que ainda necessitam de comprovação clínica”, cita Guimarães.

O que é importante frisar é que quem fuma maconha não, necessariamente, se aproveita dos efeitos terapêuticos dos canabinoides. Um dos motivos para isso é que o uso contínuo de psicotrópicos frequentemente resulta em tolerância às substâncias. “Essa é uma ótima pergunta para a qual ainda não temos uma resposta definitiva. Apenas estudos controlados são capazes de elucidar se, e em que medida, a tolerância se desenvolve”, diz Queiroz.

Outro ponto a ser considerado é que a concentração de CBD e THC da maconha usada para fumar pode variar bastante, o que resulta em efeitos imprevisíveis. “Canabinoides produzem curvas de resposta em forma de sino, com aumento do efeito conforme aumento da dose até certo ponto, sendo que a partir desse ponto o aumento da dose pode causar diminuição do efeito gerado.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Mundo

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Passageiro causa tumulto em avião e é preso com fita adesiva em pleno voo
Homem abre fogo em Moscou perto de sede do serviço de inteligência da Rússia
Pode te interessar