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Rio Grande do Sul Pedágio deixa de ser cobrado em trechos de duas rodovias federais no RS a partir desta quarta-feira

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Por tempo indeterminado, gratuidade se deve ao encerramento de concessão. (Foto: Arquivo/Ecovias)

Um dia após o fim da concessão de parte da BR-116 e da BR-392 à empresa Ecovias, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) assume a partir desta quarta-feira (4) a gestão de 457 quilômetros das duas rodovias federais no Rio Grande do Sul. A medida inclui a desativação de cinco praças de pedágio nos trechos de Camaquã a Jaguarão e de Santana da Boa Vista a Rio Grande.

As tarifas anteriormente cobradas pela empresa (que assumiu o negócio em 1998) chegavam a quase R$ 20. Já a gratuidade agora vigente é por tempo indeterminado, enquanto a autarquia (vinculada ao governo federal) continuar responsável pela administração de ambos os segmentos de estradas na região Sul do Estado.

Ao todo foram firmados cinco contratos, sendo quatro para a manutenção e um para a gestão patrimonial. Dentre os principais serviços incluídos estão as ações de manutenção/conservação de pavimento, limpeza, roçada e recuperação da sinalização, por meio de empresas terceirizadas. O investimento previsto é de superior a R$ 211 milhões ao longo de dois anos.

O que muda

Em meio ao impacto positivo da abolição da cobrança de pedágio, há alguns “poréns” aos quais é necessário estar atento. Isso porque o Dnit não disponibiliza todos os serviços antes oferecidos pela Ecovias.

Se um veículo “quebrar” durante o trajeto por tais segmentos da BR-116 e BR-292, o condutor terá que chamar um guincho particular. Também não é mais prestado atendimento médico de emergência: o envio de ambulâncias, por exemplo, está a cargo de prefeituras, Corpo de Bombeiros Militar (CBM) e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Logística 

Um plano foi elaborado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em conjunto com as secretarias estaduais da Saúde (SES) e da Segurança Pública (SSP) para garantir atendimentos de urgência e emergência nos segmentos de estradas sem concessionária responsável. A logística inclui o mapeamento de pontos considerados mais críticos, bem como dos serviços mais próximos.

Em municípios sem cobertura do Samu, é necessário acionar o CBM (pelo número 193) para situações de urgência. A  corporação conta com profissionais e equipamentos adequados para ações como retirada de vítimas presas a ferragens de veículos acidentados, dentre outros procedimentos.

Em Pelotas, foi solicitada aos governos estadual e federal a ampliação da frota de veículos para o atendimento do Samu nas estradas que contemplam o município e também Rio Grande. Algumas regiões já eram atendidas integralmente pelas equipes do Samu, mesmo com os serviços então prestados pela Ecovias. É o caso dos municípios de Pinheiro Machado, Piratini e Santa Vitória do Palmar.

Também houve intercâmbio de informações entre os serviços de saúde e a então concessionária, nos últimos meses. Por meio de reuniões, foram tratados aspectos como indicadores de acidentes e necessidade de comunicação ágil com os bombeiros por meio de rádio, em uma zona do mapa gaúcho com alta demanda.

(Marcello Campos)

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