Segunda-feira, 18 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 25 de agosto de 2015
Após dois meses consecutivos de queda, o percentual de famílias endividadas voltou a aumentar em agosto no País, alcançando 62,7%, de acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). Esse é o maior patamar de endividamento deste ano. Contudo, o índice apresentou queda na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando atingiu 63,6%.
O percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso também aumentou, tanto na comparação mensal, de 21,5% para 22,4%, quanto na anual – o índice foi de 19,2% em agosto de 2014. A proporção de famílias que relataram não ter condições de pagar suas dívidas em atraso registrou o maior patamar desde junho de 2011, alcançando, em agosto, 8,4%.
Para a CNC, as condições menos favoráveis de contratação de novos empréstimos e de renegociação de dívidas, somadas à redução nos rendimentos dos trabalhadores, têm levado ao aumento do peso das dívidas no orçamento familiar, bem como à piora na percepção das famílias em relação ao seu endividamento. A parcela daquelas que se declararam muito endividadas aumentou entre os meses de julho e agosto, de 12,9% para 13,6% do total. Na comparação anual, também houve alta. Em agosto de 2014, o percentual era de 11,8%.
A parcela média da renda comprometida com dívidas aumentou na comparação anual, passando de 29,7% para 31,5%. Entre as famílias endividadas, 34,9% afirmaram que estão com a renda comprometida com dívidas por mais de um ano e 26% declararam que as dívidas são responsáveis por mais da metade do consumo da renda.
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