Terça-feira, 04 de Agosto de 2020

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Bem-Estar Pesquisa estima que um em cada 214 habitantes do Rio Grande do Sul já contraiu o coronavírus

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Nesta etapa da pesquisa, foram realizadas 4,5 mil entrevistas e testes em nove cidades gaúchas

Foto: Daniela Xu/UFPel
Nesta etapa da pesquisa, foram realizadas 4,5 mil entrevistas e testes em nove cidades gaúchas. (Foto: Daniela Xu/UFPel)

Os resultados mais recentes da pesquisa Epicovid19-RS, realizada pela UFPel (Universidade Federal de Pelotas), apontam aumento da proporção de pessoas com anticorpos para o coronavírus no Rio Grande do Sul, passando de 0,18% para 0,47% no período de um mês.

Os dados da quinta etapa, divulgados nesta quarta-feira (1º), estimam que mais de 53 mil pessoas (de 32,8 mil a 81 mil, pela margem de erro da pesquisa) têm ou já tiveram o vírus na população gaúcha, o que corresponde a um caso real de pessoa infectada pela Covid-19 para cada 214 habitantes.

A análise da evolução do coronavírus no Rio Grande do Sul revela que o número de pessoas que já foram infectadas é atualmente, em média, cerca de dez vezes maior na comparação com o encontrado no primeiro levantamento da pesquisa, conduzido entre 11 e 13 de abril.

Já a relação entre o número de casos estimados pelo estudo e o de ocorrências notificadas, que era de oito vezes, caiu para duas vezes entre a primeira e a quinta etapas.

As equipes de entrevistadores realizaram, no último fim de semana, 4,5 mil entrevistas e testes em nove cidades gaúchas. Desse total, 21 apresentaram resultados positivos para a Covid-19. Quatro foram em Caxias do Sul. Passo Fundo, Ijuí, Uruguaiana e Santa Cruz do Sul tiverem três testes positivos em cada cidade; Porto Alegre e Canoas, dois testes positivos cada; e Pelotas, um teste positivo.

A letalidade baseada no total de casos é de 1,1%, com uma relação de 559 mortes para cada 53.094 casos, e de 2,2%, se considerados apenas os casos notificados, com 559 mortes para 25.243.

O estudo apontou também os sintomas mais frequentes da Covid-19. Entre os sintomas relatados pelas pessoas que contraíram o vírus, tosse (45%), dor de garganta (35%) e alteração do olfato e paladar (30%) foram os mais comuns, seguidos de dificuldade para respirar (25%), febre (20%) e diarreia (10%).

Em relação ao isolamento social, o estudo mostra que cerca de um terço da população sai de casa diariamente, com acréscimo de 1,2 ponto percentual em relação à fase anterior da pesquisa. Já o índice de pessoas que nunca saem de casa diminuiu 1,8 ponto percentual em relação à fase anterior, variando de 14,5% para 12,7%.

O cronograma da pesquisa prevê mais três etapas: a sexta deve acontecer de 25 a 27 de julho; a sétima, de 22 a 24 de agosto; e a oitava, de 26 a 28 de setembro.

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