Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 15 de julho de 2016
A epidemia de zika já alcançou o período de pico e agora começa a perder força na América Latina, afirma uma análise publicada na revista americana Science. O estudo reforça a tese de que o risco de contrair zika durante a Olimpíada do Rio é pequeno. Uma outra pesquisa, do CDC (Centro de Controle de Doenças dos EUA, na sigla em inglês), acrescenta que, para a maioria dos visitantes, viajar para o Rio não traz risco extra porque o vírus está amplamente disseminado pelo mundo.
Um boletim da OMS (Organização Mundial da Saúde) informa que o zika está presente em 65 países e territórios. Segundo o CDC, somente viajantes de Djibouti, Iêmen, Chade e Eritreia correriam maior risco de contrair zika no Brasil e levar a doença para seus países de origem. Isso porque os quatro países não registram grande fluxo de visitantes, mas têm o mosquito transmissor e uma população sem imunidade.
O virologista Pedro Fernando da Costa Vasconcelos, único brasileiro no comitê de emergência sobre zika da OMS, observa que os estudos não significam que o Brasil está livre da doença. O zika está disseminado e continua a ser um dos maiores problemas de saúde pública. Porém, devido à redução da temperatura no inverno e ao fato de muita gente já ter sido infectada, a atual epidemia perdeu força. (AG)
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