Segunda-feira, 30 de Novembro de 2020

Porto Alegre
Porto Alegre
23°
Fair

Acontece Vinhos tintos gaúchos são triplamente mais saudáveis do que importados; saiba quais são eles

Compartilhe esta notícia:

(Foto: Divulgação ABS-RS)

Que o vinho consumido em doses moderadas pode fazer bem à saúde é uma informação que não é novidade. Mas agora  este beneficio foi comprovado com números e que representam uma excelente notícia para os gaúchos. Uma avaliação inédita feita pelo Laboratório Lavin, especializado em análises de bebidas, constatou que os vinhos da Serra Gaúcha pesquisados apresentaram 3,5 vezes mais “resveratrol” do que os principais rótulos concorrentes de origem européia e sul-americana. O resveratrol está presente em maior quantidade na casca das uvas tintas e dentre as suas propriedades benéficas se destacam as relacionadas com a saúde cardíaca, prevenção do câncer e capacidade antioxidante, sendo utilizadas em produtos estéticos para retardar o envelhecimento.

A avaliação foi proposta pela Associação Brasileira de Sommeliers (ABS-RS)  à Vinícola Casa Perini, localizada em Farroupilha e o desafio não poderia ter melhor resultado: a média de resveratrol encontrada em seis vinhos da vinícola foi de 3,51 mg/L, ante 0,95 mg/L dos rótulos importados. O rótulo da Perini “Fração Única, Cabernet Sauvignon”, safra 2015,   alcançou a maior concentração entre 18 vinhos analisados: 4,57 mg/L de resveratrol.       

O presidente da ABS-RS, Orestes de Andrade Jr., festeja as constatações: ” A teoria nos diz que a concentração de resveratrol presente nos vinhos depende da variedade, processos de fermentação e da origem geográfica das uvas. A serra gaúcha é tida como uma região úmida e inóspita para o cultivo de uvas tintas. A hipótese preliminar era que, para sobreviver e frutificar, a videira da serra gaúcha produz mais polifenóis, como o resveratrol, para proteger a planta da ação de fungos”.

O diretor da vinícola, Franco Perini, ressalta que 90% das uvas dos vinhos que participaram do estudo são oriundas da serra gaúcha e apenas 10% dos Campos de Cima da Serra. Ele observa ainda que os vinhos da linha “Arbo” tem um custo benefício em torno de R$ 50, demonstrando que: “Os benefícios para a saúde são democráticos e acessíveis aos consumidores”.

MAIS DETALHES DA AVALIAÇÃO:    

A análise feita pelo Laboratório Lavin, de Flores da Cunha, foi realizada em abril de 2019. O processo comparou seis vinhos da serra gaúcha com 12 rótulos da Argentina, Chile, Portugal, Itália e França. A escolha desses vinhos teve por base o ranking de vendas: foram selecionados os vinhos importados mais vendidos no Brasil e seis vinhos de estilos e preços diferentes, todos da Casa Perini, vinícola que aceitou participar do estudo.

Destaca-se que foi realizada uma contraprova. As amostras dos mesmos vinhos analisados foram enviadas ao Laboratório de Referência Enológica (Laren), do governo do Estado do Rio Grande do Sul. A análise comprovou os melhores resultados dos vinhos gaúchos.

Na medição do Laboratório Laren o melhor resultado de um vinho importado foi do rótulo argentino Etchart Malbec, 2017, com 1,61 mg/L de resveratrol, ante os 2,96 mg/L registrados pelo “Arbo, Cabernet Sauvignon”, da Perini.

 

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Acontece

A Câmara de Vereadores de Porto Alegre aprovou um projeto que obriga escolas municipais a divulgarem as listas de espera por vagas
Santo Mimo abre nova unidade de sua casa de brunch
Deixe seu comentário
Pode te interessar