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Brasil Petrobras perde disputa nos Estados Unidos e terá que indenizar estaleiro em 70 milhões de dólares

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A troca de comando da Petrobrás após os reajustes nos preços dos combustíveis tem viés negativo na análise de risco de crédito da estatal. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

A Petrobras foi condenada a pagar uma indenização ao estaleiro Iesa Óleo e Gás após cancelar uma encomenda de módulos para plataformas de petróleo em 2014. Um tribunal arbitral, com sede em Nova York, determinou o pagamento de cerca de US$ 37 milhões, mais juros, pela subsidiária integral Petrobras Netherlands (PNBV) e o pagamento de cerca de US$ 33 milhões, mais juros, pela subsidiária Tupi (que tem 67,5% de participação na PNBV).  Com base na cotação atual do câmbio, o valor chega a quase R$ 370 milhões.

No fim de 2014, a estatal cancelou, sem dar explicações, um contrato de US$ 911 milhões, que previa a construção de 24 módulos de compressão para seis plataformas de petróleo e mais oito para duas replicantes do pré-sal. A Iesa foi uma das empresas investigadas pela Operação Lava-Jato, da Polícia Federal (PF), por supostas irregularidades em contratos firmados com a estatal.

Segundo a Petrobras, a arbitragem correu sob confidencialidade.  A estatal informou que parte do valor já foi provisonado em seu balanço e que o restante (US$ 33 milhões) será reconhecido no resultado do 4º trimestre de 2020.

A Iesa chegou a anunciar a construção de uma fábrica, às margens do Rio Jacuí, com investimentos anunciados de R$ 100 milhões, para poder atender a demanda da estatal.

Ações

A volatilidade foi destaque na segunda sessão do ano. Após o índice chegar a cair 1,77% em meio aos temores com lockdowns no Reino Unido e na Alemanha e também com a expectativa para a eleição para o Senado no Estado americano da Georgia, a reta final foi de ganhos para o índice.

Entre os principais destaques, as ações de Petrobras (PETR3, R$ 30,40, +3,05%; PETR4, R$ 30,04, +3,91%) subiram forte em meio às notícias positivas para o petróleo com a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados. Com isso, os papéis da estatal tiveram o sétimo dia seguido de ganhos.

O grupo chegou a um acordo para reduzir a oferta de petróleo no mês que vem. E a Arábia Saudita carregará o maior fardo dos cortes na produção, enquanto outros países não farão mudanças ou terão um pequeno aumento, disseram os delegados, aponta a Bloomberg.

Com o acordo, fechado após dois dias de negociações, a cotação do petróleo chegou a atingir o maior nível em 10 meses em Nova York. Ao que parece, o pacto deu à maioria dos membros do grupo o que queriam – o suporte para os preços desejado pela Arábia Saudita e o aumento da produção exigido pela Rússia. Tanto o WTI quanto o brent – contratos futuros com vencimento em fevereiro – subiam mais de 5%.

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