Sábado, 15 de Agosto de 2020

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Brasil Petróleo que atinge as praias do Nordeste é o mais prejudicial ao meio ambiente, dizem especialistas

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27% são voluntários na limpeza das praias; recomendação é evitar contato com substância. (Foto: Divulgação/Marinha)

A origem das manchas de óleo que atingem todos os Estados do Nordeste brasileiro continua um mistério, mas pesquisadores estão estudando e analisando o material encontrado nas praias. Exames laboratoriais mostram que a substância é petróleo cru de nacionalidade venezuelana, mas ainda não há informações sobre como o óleo veio parar na costa brasileira.

Segundo um estudo da UFRJ, a origem do vazamento pode estar em um ponto a 700 km do litoral de Alagoas e Sergipe. As hipóteses mais prováveis estão relacionadas a vazamentos provocados ou acidentais em embarcações que navegam por águas internacionais.

Para geólogos, engenheiros e químicos, o óleo que atinge o Nordeste, do tipo extra-pesado, é o mais prejudicial ao meio ambiente. “Ele tem mais fracões tóxicas do que um óleo leve, cujos componentes seriam vaporizados mais facilmente”, diz Gonçalves, da FEI. “Enquanto ele está no mar você ainda pode retirá-lo com uma separação do tipo líquido-líquido. Mas, depois que ele entra em contato com a areia, a remoção torna-se muito mais difícil”, explica.

A reação do material ao entrar em contato com a água salgada do oceano varia de acordo com as características do óleo. O petróleo cru que apareceu na costa brasileira é denso e pesado, o que faz com que ele se comporte de maneira diferente da que ocorre na maioria dos vazamentos, segundo os pesquisadores.

“Grande parte dos vazamentos de petróleo em mar são de óleo leve, que forma uma fina camada translúcida e iridescente que se espalha na superfície dos oceanos, uma vez que este tipo de óleo é menos denso que a água”, explica Clarissa Lovato Melo, geóloga e coordenadora de pesquisa do Instituto do Petróleo e dos Recursos Naturais da PUC-RS.

“Entretanto, óleos extra-pesados formam plumas de contaminação mais densas que a água e que, portanto, submergem logo após o vazamento, não sendo aparentes superficialmente”, diz ela. As informações são do site G1.

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