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Política Polícia Federal avalia que Mauro Cid mentiu sobre monitoramento de Alexandre de Moraes por bolsonaristas

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No depoimento, Cid disse que desconhece a existência dessa nova joia. (Foto: Reprodução)

Mauro Cid apresentou uma versão sobre o monitoramento do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes feito por bolsonaristas considerada “fantasiosa” pela Polícia Federal (PF).

O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro afirmou em depoimento que o monitoramento do magistrado tinha o objetivo descobrir se ele realizava encontros secretos com o então vice-presidente Hamilton Mourão, hoje senador pelo RS.

Os investigadores identificaram que o codinome “professora” era usado por assessores do ex-presidente para se referir a Moraes. A PF, porém, não acreditou em uma palavra do ex-ajudante de ordens sobre esse tema. Os investigadores têm provas indicando que o objetivo do monitoramento seria prender o magistrado assim que Jair Bolsonaro assinasse o decreto do golpe.

Esse será um dos pontos abordados no relatório final da PF sobre a tentativa de golpe de Estado planejada por Bolsonaro, integrantes do seu governo e militares. O documento deve ser apresentado ao STF no próximo mês.

Sem promoção

A alta cúpula do militar não promoveu Mauro Cid a coronel. Hoje, ele é tenente-coronel. Apesar de não ter sido promovido, em teoria, tornar-se coronel era uma possibilidade mesmo enquanto estivesse preso. Isso porque Cid ainda não foi condenado.

Caso seja condenado a mais de 2 anos por pena restritiva de liberdade, Cid perderá deixará de ser militar e seu salário será repassado à esposa, como acontece quando um militar morre. Perderá o posto de Tenente Coronel, deixara de ser militar e o salario passa para a esposa.

Cid foi preso pela primeira vez em maio de 2023 e após quatro meses fechou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal e deixou a prisão após a delação ser homologada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Em 22 de março, ele foi preso preventivamente por descumprir medidas cautelares e por obstrução da Justiça. O ministro do STF Alexandre de Moraes expediu a ordem depois que o tenente-coronel atacou a Corte e a Polícia Federal .

Cid foi preso após o vazamento de um áudio em que ele afirma ter sido pressionado pela Polícia Federal durante depoimentos. Nas gravações, o militar também critica Moraes.

Os áudios foram divulgados pela revista “Veja” em 21 de março.

Antes de ser preso pela segunda vez, Cid foi ouvido por cerca de 30 minutos sobre o conteúdo dos áudios, no STF, por um juiz auxiliar de Moraes. No depoimento, ele não contou com quem estava conversando nas gravações.

Segundo o STF, após prestar depoimento ao auxiliar de Moraes, Cid foi encaminhado ao Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal, onde fez um exame de corpo de delito. Na sequência, foi levado para o Batalhão de Polícia do Exército.

No início do mês, o ministro Alexandre de Moraes determinou a soltura do tenente-coronel do Exército.

Na mesma decisão, Moraes decidiu manter a validade do acordo de delação assinado por Cid. Os termos já haviam sido confirmados pelo militar durante a audiência na qual ele foi preso.

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