Terça-feira, 19 de outubro de 2021

Porto Alegre
Porto Alegre
14°
Fair

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail ou WhatsApp.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Geral Polícia Federal investiga suposto desvio de verba em pesquisas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e da Universidade de Brasília

Compartilhe esta notícia:

Operação Klopês, da PF (Polícia Federal), foi deflagrada com o apoio da CGU (Controladoria-Geral da União). (Foto: CGU/Divulgação)

Um suposto esquema de desvio de recursos de projetos de pesquisa, financiados pela Finatec (Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos), vinculada à UnB (Universidade de Brasília), e pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), foi alvo da Operação Klopês, da PF (Polícia Federal), deflagrada nesta terça-feira (21) com o apoio da CGU (Controladoria-Geral da União).

Cinquenta policiais federais foram mobilizados para o cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em Minas Gerais e, de sequestro de bens e valores de R$ 2 milhões, expedidos pela 10ª Vara Criminal Federal do Distrito Federal.

A investigação, iniciada em 2021, a partir de Relatório de Auditoria da CGU, revelou a existência de um possível esquema de desvio de recursos públicos entre os anos de 2015 e 2020 em projetos que recebem mais de R$ 10 milhões.

“Os alvos da operação se valiam da utilização de diárias para pagamento de viagens não relacionadas ao objeto dos projetos; transferiam valores dos projetos para a conta pessoal do coordenador de um dos projetos; realizavam pagamentos em duplicidade a bolsistas beneficiados e utilizavam recursos dos projetos para financiar despesas com aquisição de itens supérfluos, bem como para pagamento de aluguel de imóvel de luxo em Brasília”, informou a Polícia Federal (PF), em nota.

Os envolvidos podem responder pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro, com penas de prisão que podem chegar a 22 anos.

Segundo a PF, o nome da operação é de origem grega e corresponde ao termo empregado para designar os crimes contra o patrimônio, incluindo o de peculato, que ocorre quando o funcionário público se apropria de valores dos quais possui a posse em razão do cargo que ocupa.

Sem dar detalhes, a Finatec informou que a operação Klopês é relativa a dois projetos específicos, com a numeração 6422 e 6426. “A Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos – Finatec, na condição de fundação de apoio de IFES e ICT´s, esclarece que atua na gestão administrativa e financeira dos projetos de pesquisa, ensino e extensão de suas apoiadas, cabendo a estas o acompanhamento técnico, científico e acadêmico dos seus projetos. A Finatec mantém compromisso com a ética e integridade, tendo implementado o programa de governança corporativa e compliance procurando mitigar riscos de atuação e, principalmente, cumprir a legislação vigente. A Finatec, além de previamente já disponibilizar os dados em seu portal da transparência, franqueou acesso irrestrito à documentação solicitada e esclarece que em toda a sua atuação cumpre a legislação, assim como está à disposição das autoridades”, afirmou a entidade em nota.

O CNPq também se manifestou: “Em relação à ação da Polícia Federal, noticiada na manhã desta terça-feira, 21, por meio da Operação Klopês, informamos que o CNPq não foi notificado pelos órgãos responsáveis pela operação e a instituição nem seus gestores são alvos da ação. Dessa forma, só podemos nos manifestar quando tivermos informações sobre os projetos investigados”.

tags: em foco

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Geral

Tentativa de resgate de preso com helicóptero no Rio de Janeiro tem perguntas sem respostas; detento que seria resgatado é transferido
Latam, Azul e Gol comemoram reabertura a partir de novembro do destino favorito dos brasileiros: os Estados Unidos
Deixe seu comentário
Pode te interessar