Domingo, 14 de junho de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Colunistas Por que o Brasil não pode abrir mão do BRICS

Compartilhe esta notícia:

O BRICS reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul — e, mais recentemente, outros países emergentes que estão mudando o eixo da economia mundial

Foto: Brics/Divulgação
(Foto: Brics/Divulgação)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

O Brasil é um país grande demais para viver de joelhos diante de um único bloco de poder. Nosso tamanho, nossas riquezas e a força do nosso povo exigem que tenhamos mais de uma porta aberta para o mundo. É exatamente por isso que permanecer no BRICS não é apenas uma opção estratégica — é uma questão de soberania nacional.

O BRICS reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul — e, mais recentemente, outros países emergentes que estão mudando o eixo da economia mundial. Juntos, esses países representam mais de 40% da população do planeta e têm crescido a um ritmo maior do que as economias ricas do Ocidente. É nesse cenário que o Brasil precisa estar, não como espectador, mas como protagonista.

Quando o Brasil está no BRICS, ele tem acesso a financiamento para infraestrutura, energia, ciência e tecnologia através do Novo Banco de Desenvolvimento — sem as amarras e imposições do FMI ou do Banco Mundial, que tantas vezes serviram para sufocar economias ao invés de fortalecê-las. No BRICS, não somos tratados como colônia, mas como parceiro.

Além disso, fazer parte desse grupo abre mercados para nossos produtos, dá segurança energética, amplia a cooperação tecnológica e fortalece nossa agricultura e indústria. E, talvez o mais importante: aumenta o poder de barganha do Brasil. Quem tem alternativas negocia melhor. Quem só tem um lado, acaba sendo refém.

Sair do BRICS seria um erro histórico, um ato de submissão que limitaria nosso futuro e nos colocaria de volta no papel que muitos lá fora ainda querem para nós: o de fornecedor barato de matéria-prima, dependente das regras e dos humores das potências tradicionais.

O Brasil precisa ser livre para decidir seus rumos. E para ser livre, precisa ter opções. O BRICS é uma dessas opções. É mais do que economia: é geopolítica, é soberania, é dignidade. Porque na diplomacia, assim como na vida, quem só dança conforme a música dos outros, nunca será dono da própria festa.

*Guto Lopes – Jornalista da Rede Pampa de Comunicação

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Colunistas

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

4 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Anderson Cardoso da Silva
9 de agosto de 2025 19:38

Petralha , fale da corrupção do governo..

Adalberto Meneguzzi
10 de agosto de 2025 11:28

Pensei que só falava m…, mas as escreve também!
O que o Brasil vende no BRICS é 90% matéria prima barata, tipo soja e minério de ferro, importando os mesmos beneficiados com valor agregado.
E o pior… por preços tão subsidiados, principalmente pela China, que está acabando com nossa indústria de beneficiamento.
Para o malvadão USA, nós exportamos basicamente produtos acabados, ou seja, com valor agregado que gerou muitos empregos aqui!
Fazer o que Lula está fazendo, só vai tornar nosso país ainda mais dependente do beneficiamento de produtos fora do Brasil!

Artur Borba
11 de agosto de 2025 02:11

Este cérebro devia estar ligado direto ao ânus e na rede de esgoto. Só fala e escreve merda. Eita pasquim de esquerda.

Fernando Krause
11 de agosto de 2025 02:26

Em vez de fortalecer a relação diplomática com nações democráticas e defensoras da liberdade, o lulopetismo está levando o Brasil a ficar de joelhos ao comunismo dentro do BRICS, nos mesmos moldes do que aconteceu com a Venezuela, Cuba, China, Rússia, Nicarágua…

O lugar que só o pai ocupa
Quando coragem vira ato revolucionário
Pode te interessar
4
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x