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Mundo Presidente chinês diz a Donald Trump que a China e os EUA “devem unir-se contra a pandemia”

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A mensagem de apaziguamento acontece após uma série de ataques verbais entre Pequim e Washington nos últimos dias sobre a questão

Foto: Divulgação
A mensagem de apaziguamento acontece após uma série de ataques verbais entre Pequim e Washington nos últimos dias sobre a questão. (Foto: Divulgação)

O presidente chinês, Xi Jinping, afirmou nesta sexta-feira (27) durante uma conversa telefônica com o colega americano Donald Trump que os dois países, apesar da rivalidade, “devem unir-se contra a epidemia” de COVID-19, informou a imprensa estatal.

A mensagem de apaziguamento acontece após uma série de ataques verbais entre Pequim e Washington nos últimos dias sobre a questão. “A China está disposta a continuar compartilhando sem reservas informações e experiências com os Estados Unidos”, afirmou Xi, de acordo com o canal televisão público CCTV.

Nas últimas semanas, Trump acusou em diversas ocasiões as autoridades chinesas de demora em comunicar sobre a gravidade do novo coronavírus. Segundo o presidente americano, a propagação poderia ter sido limitada.

Além disso, Trump e seu secretário de Estado, Mike Pompeo, aumentaram a tensão com Pequim ao chamar o patógeno de “vírus chinês”. Um porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores sugeriu no início de março no Twitter que o exército americano poderia ter sido o responsável por levar a COVID-19 à cidade chinesa de Wuhan, onde a epidemia começou em dezembro.

A ligação desta sexta-feira coincide com um aumento impressionante do número de infecções por coronavírus nos Estados Unidos, onde já superaram 82.000 contágios, o que torna o país o primeiro na lista de nações em número de casos.

Xi reconheceu que as relações bilaterais estão em um momento “particularmente crucial” e considerou que a cooperação é “a única boa decisão” que pode ser tomada atualmente.

“Espero que os Estados Unidos tomem ações concretas para melhorar as relações bilaterais”, acrescentou o presidente chinês, antes de recordar que algumas regiões chinesas e também empresas do país forneceram equipamentos médicos e outros tipos de apoio aos Estados Unidos na luta contra o coronavírus.

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