Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 13 de outubro de 2015
Apesar da pressão pelo seu afastamento do cargo, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse que sua atuação será “normal” nesta terça-feira, na volta à Casa, após a divulgação de que contas secretas na Suíça eram usadas por ele para pagar despesas pessoais da família. Ele decidirá no mesmo dia sobre o pedido de impeachment elaborado pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior e apoiado pelo PSDB.
Cunha defendeu o rito estipulado por ele sobre o processo. O peemedebista definiu que, em caso de rejeição de uma solicitação de impedimento, cabe recurso ao plenário da Câmara. E entendeu que bastaria a aprovação do recurso por maioria simples dos presentes à sessão.
Mesmo com a nota divulgada pedindo seu afastamento, devido a denúncias contra ele na Operação Lava-Jato, a oposição continua negociando com Cunha e espera que ele dê prosseguimento ao processo de impedimento contra Dilma.
O parlamentar disse que adotou o mesmo procedimento definido pelo vice-presidente Michel Temer (PMDB), quando foi presidente da Casa. O presidente da Câmara informou também que ainda não tomou uma decisão sobre o destino que dará ao pedido de impeachment.
Quanto a solicitação de afastamento do cargo, ele manterá a posição de que não se distanciará nem renunciará ao posto, argumentando que foi eleito democraticamente. “Minha atuação será normal [nesta terça-feira]. Vou tomar uma decisão”, afirmou Cunha. (AG)
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