Quinta-feira, 28 de maio de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia O presidente de uma empresa de investimentos diz que espera superar a confusão com o Itaú sobre agentes autônomos

Compartilhe esta notícia:

Crise começou após Itaú criticar as regras de remuneração dos agentes autônomos. (Foto: Reprodução)

Depois de uma semana marcada por trocas de farpas entre a XP Inc. e seu principal acionista, o banco Itaú, o fundador e presidente da empresa de investimentos, Guilherme Benchimol, afirmou esperar que toda a “confusão” já tenha sido superada. “E que a gente possa agora focar no que interessa”, completou o empresário.

Crise começou após Itaú Unibanco criticar, durante a semana em horário nobre da TV, por meio de peça publicitária, as regras de remuneração dos agentes autônomos, um dos pilares do negócio da XP Investimentos.

O filme não cita nominalmente a XP. Mesmo assim, a corretora responde de forma considerada dura a peça publicitária, com declarações de Benchimol e até uma campanha nas redes sociais que concedia coletes de brinde a quem fizesse transferências do Itaú para a corretora.

“A comunicação do Itaú foi infeliz, denegriu nossa honra”, disse o presidente da XP. “Nunca abrimos tanta conta como nos últimos dias. Foram anos de pouca competição com tarifas elevadas e serviços inapropriados”, afirmou Guilherme Benchimol, se referindo à atuação dos grandes bancos.

As declarações do presidente da XP aconteceram em Live realizada justamente por um dos escritórios de agentes autônomos ligados à gestora de recursos, a Bluetrade. O executivo aproveitou a ocasião para repetir algumas declarações sobre o Itaú, principal acionista da XP, com 46% das ações da instituição.

Segundo Benchimol, o banco é “sócio importante” da XP, mas não tem interferência na companhia. “Nossa relação com o Itaú é saudável, mas o mercado tem de ter competição, quem tem de julgar nossa atuação são os clientes”, disse. O executivo vê como “contraditório” o banco investir num modelo de negócio que talvez para ele “não seja tão bom assim. “Se os acionistas não estão satisfeitos, que vendam suas participações”, comentou.

Benchimol disse “entender” que o Itaú esteja preocupado, “porque estamos crescendo muito” e porque a empresa tem como missão “transformar o mercado financeiro”. “É saudável a disputa, a concentração bancária no Brasil é enorme”, disse.

Itaú e XP chamaram a atenção por um fator extra: o Itaú é dono de 49,9% das ações da corretora devido um acordo firmado em 2017. Essa aquisição parecia fazer parte de uma estratégia do Itaú de não comprar briga com as corretoras digitais independentes, que vinham ganhando uma grande fatia do mercado, em detrimento de seus clientes continuarem investindo nas corretoras de grandes bancos, ao mesmo tempo que permitia adquirir inovação.

Com a pandemia e a grande queda do preço de diversos ativos de investimentos, o Itaú parece ter mudado um pouco de estratégia e caminhou para o combate com as corretoras, tentando reconquistar seus clientes.

 

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Apenas 16% das pequenas empresas que buscaram crédito na pandemia o conseguiram
A pandemia do novo coronavírus, que impôs o isolamento social, fez disparar o uso de canais e plataformas digitais dos bancos
Pode te interessar