Quinta-feira, 26 de Novembro de 2020

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Política Presidente do Tribunal Superior Eleitoral defende maior participação feminina na política

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Barroso disse que "há um conjunto de atributos e de qualificações tipicamente femininas que efetivamente contribuem para o aprimoramento da vida pública"

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Barroso disse que "há um conjunto de atributos e de qualificações tipicamente femininas que efetivamente contribuem para o aprimoramento da vida pública". (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O combate às notícias falsas e às candidaturas laranjas, a segurança e a maior participação das mulheres na política estão no plano de ação para as eleições deste ano, apresentado nesta terça-feira (27) em Brasília.

A apresentação contou com a presença do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Luís Roberto Barroso, do ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, e do diretor-geral da PF (Polícia Federal), Rolando Alexandre.

Na ocasião, o presidente do TSE defendeu o aumento da participação das mulheres na política. Segundo ele, o Brasil tem “irrisórios” 15% de participação feminina no Congresso Nacional, o que coloca o País em uma posição desfavorável na comparação com outras nações.

Barroso citou duas razões para essa defesa: “A primeira é por uma questão de justiça de gênero. Se existe 50% de mulheres na sociedade – até um pouco mais de 50% –, é natural que exista uma representação mais significativa. E, em segundo lugar, porque há um conjunto de atributos e de qualificações tipicamente femininas que efetivamente contribuem para o aprimoramento da vida pública”.

Na avaliação de Barroso, mais mulheres na política seria bom para o País e para o interesse público. “Eu gosto sempre de lembrar que os países que tiveram melhores resultados no enfrentamento da pandemia, por acaso ou não, eram liderados por mulheres: a Nova Zelândia, a Alemanha e a Dinamarca. Portanto, mais mulheres na política é uma ideia de avanço civilizatório”, completou.

Fake news

O combate às notícias falsas contará com o apoio da PF, que adquiriu um software para percorrer o caminho das fake news. Segundo Barroso, a Justiça Eleitoral tem procurado conscientizar a sociedade. Além disso, ele destacou que a Corte tem parceria com redes sociais e com checadores de notícias para evitar a circulação de informações falsas.

“Queremos aprimorar a democracia brasileira e não permitir que ela se deteriore por grupos minoritários, irrelevantes, mas que têm um grande poder de estrago, que são essas milícias digitais, que disseminam a falsidade e a mentira e, ainda quando não se tem uma comprovação empírica de que isso mude o resultado das eleições, isso degrada a qualidade do debate público”, criticou o presidente do TSE.

Ele acrescentou que a liberdade de expressão permite a circulação de todas as opiniões, “até as mais absurdas”. “A verdade não tem dono, mas a mentira deliberada tem dono, sobretudo quando ela é articulada e hierarquizadamente difundida por mercenários que são pagos para isso. Nós estamos atrás deles”, garantiu o ministro.

Candidaturas laranjas

As candidaturas laranjas também estão na mira da Justiça Eleitoral. Uma das evidências mais típicas desse tipo de crime é a incompatibilidade entre os recursos recebidos e quantidade de votos obtidos. Para combater a fraude, a PF já está atuando no cruzamento de dados para abrir investigação contra os suspeitos.

Drones

Durante a apresentação do plano, o diretor-geral da PF informou que mais de cem drones (aeronaves controladas remotamente) vão atuar em todo o País para inibir crimes eleitorais, como boca de urna, compra de votos e transporte ilegal de eleitores. No RS, serão utilizados 16 drones.

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