Terça-feira, 16 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 6 de janeiro de 2023
Preso por ordem do STF (Supremo Tribunal Federal), o indígena José Acácio Serere Xavante, que se apresenta como cacique do Povo Xavante, divulgou nesta semana uma carta com uma série de pedidos de perdão. No documento ele pede desculpas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, se referindo a eles como “irmãos”.
A prisão do cacique desencadeou atos de vandalismo em Brasília no último dia 12 de dezembro. Extremistas tentaram invadir a sede da Polícia Federal, depredaram uma Delegacia de Polícia Civil e atearam fogo em carros e ônibus. Pelo menos 40 manifestantes envolvidos nos protestos violentos já foram identificados pelas autoridades.
Na carta, Serere diz que nunca defendeu uma “ruptura democrática” e que não acredita na violência como método de ação política. “Entendo que o amor, o perdão e a conciliação são os únicos caminhos possíveis para a vida em sociedade”, afirma.
Ele também deixa avisado que, para evitar “qualquer atuação leviana” e a “divulgação de mentiras” a seu respeito, apenas os advogados Jéssica Tavares, Pedro Coelho e João Pedro Mello estão autorizados a falar em nome dele.
O cacique reconhece ainda que errou ao defender a tese infundada de risco de fraude nas urnas eletrônicas. Ele afirma que encampou a narrativa com base em “informações erradas fornecidas por terceiros” e “inteiramente desvinculadas da realidade”.
“Na verdade, não há nenhum indício concreto que aponte para o risco de distorção no resultado às urnas, ou na vontade do eleitor brasileiro”, escreve.
Há, por fim, pedidos de desculpas dirigidos ao “povo brasileiro”, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao ministro Alexandre de Moraes, que mandou prendê-lo, ao STF e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“Peço, humildemente, desculpas ao povo brasileiro por eventuais declarações exageradas que fiz ao criticar o sistema eleitoral brasileiro. Da mesma forma, peço desculpas ao Supremo Tribunal Federal, ao Tribunal Superior Eleitoral, ao presidente irmão Lula, ao irmão Alexandre”, afirma Serere Xavante, na carta.
O indígena foi preso por, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), insuflar manifestações antidemocráticas em Brasília. A medida desencadeou atos de vandalismo na capital federal no dia 12 de dezembro. Na ocasião, manifestantes tentaram invadir a sede da Polícia Federal, depredaram uma delegacia da Polícia Civil e atearam fogo em carros e ônibus. Pelo menos 40 pessoas envolvidas nos atos foram identificadas pelas autoridades e houve prisões.
O ministro Alexandre de Moraes converteu em preventiva a prisão temporária de investigadas por atos de vandalismo praticados na noite de 12 de dezembro passado, na região central de Brasília (DF).
De acordo com o ministro, os elementos de prova juntados aos autos indicam que os investigados ameaçaram o presidente da República recém-empossado e ministros do STF, de maneira organizada e coordenada, por meio de ataques à propriedade pública e privada, com o objetivo de impedir o regular exercício dos poderes constitucionais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e do STF.
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