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Política Procuradores defendem que o Supremo retire acesso do ex-presidente Lula a mensagens

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Grupo da Lava-Jato em Curitiba apresentou nova manifestação em que defende que material a que advogados do petista tiveram acesso é ilícito

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Com a decisão, o ex-presidente Lula volta a ser elegível. (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

Procuradores que integraram a Operação Lava-Jato em Curitiba – entre eles, o então coordenador da força-tarefa no Paraná, Deltan Dallagnol – reiteraram neste sábado (06) ao STF (Supremo Tribunal Federal) o pedido para que a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não tenha acesso a mensagens apreendidas pela Operação Spoofing. A autorização ao petista foi dada em dezembro pelo ministro Ricardo Lewandowski.

Em julho de 2019, a Operação Spoofing prendeu suspeitos de invadir celulares do ex-juiz e ex-ministro Sérgio Moro e de integrantes da Lava-Jato. A ação da defesa do ex-presidente, que discute o acesso às mensagens, está na pauta de julgamento da Segunda Turma do STF na próxima terça-feira (09).

Os procuradores querem que o material seja devolvido ou que os advogados do ex-presidente sejam impedidos de usar os diálogos em ações na Justiça. No documento, o grupo afirmou que tem “a certeza de que o Supremo Tribunal Federal não irá permitir o enterro do trabalho resultante da Operação Lava-Jato”.

Os procuradores defendem que, como o conteúdo liberado é ilícito, não pode ser usado como prova em processos na Justiça, como querem os advogados do ex-presidente. Argumentam ainda que o caso deveria ter como relator o ministro do STF Edson Fachin, que já está responsável, na Corte, por processos relacionados à Lava-Jato.

Alegam ainda que fazer perícia no material aprendido pela Polícia Federal “ou é perda de tempo ou é jogar para a plateia para tentar desacreditar o resultado do trabalho da Operação Lava-Jato”.

O grupo já tinha apresentado, no mês passado e no âmbito da mesma ação, um recurso contra a decisão de Lewandowski. Nesta semana, o ex-juiz Sérgio Moro também recorreu no Supremo contra a decisão do ministro de autorizar o acesso da defesa do ex-presidente Lula às mensagens.

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