Quinta-feira, 07 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 9 de julho de 2016
Afastados da Eletronuclear por uma comissão independente contratada para apurar irregularidades, dois superintendentes da empresa montaram um quartel-general na Logos Engenharia, que mantém um contrato de 100,5 milhões de reais com a própria Eletronuclear. A força-tarefa da Operação Lava-Jato no Rio fez um alerta para o que chamou de “relação de promiscuidade” entre os superintendentes e a empresa privada.
Os superintendentes Luiz Messias (de Gerenciamento de Empreendimentos) e José Eduardo Costa Mattos (de Construção) já estavam afastados do cargo quando foram presos na Operação Pripyat, da PF (Polícia Federal), juntamente com o ex-presidente da Eletronuclear Othon Silva e mais três diretores. Os procuradores federais investigam um esquema de pagamento de propinas ao alto escalão da Eletronuclear, no âmbito das obras da usina nuclear Angra 3.
O contrato da Logos com a Eletronuclear foi assinado em novembro de 2015, para apoio técnico na área de engenharia civil de Angra 3. O gerente deste contrato na Logos era Roberto Luiz Bortolotto, que foi secretário municipal de Infraestrutura Urbana e Obras em São Paulo, na gestão de Marta Suplicy, e diretor de infraestrutura do Ministério do Turismo nos governos Lula e Dilma Rousseff. (AG)
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