Segunda-feira, 30 de Março de 2020

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Notícias “Promiscuidade” na Eletronuclear: Dois superintendentes afastados tinham seu quartel-general numa empresa privada

Os procuradores federais investigam um esquema de pagamento de propinas ao alto escalão da Eletronuclear, no âmbito das obras da usina nuclear Angra 3.

Afastados da Eletronuclear por uma comissão independente contratada para apurar irregularidades, dois superintendentes da empresa montaram um quartel-general na Logos Engenharia, que mantém um contrato de 100,5 milhões de reais com a própria Eletronuclear. A força-tarefa da Operação Lava-Jato no Rio fez um alerta para o que chamou de “relação de promiscuidade” entre os superintendentes e a empresa privada.

Os superintendentes Luiz Messias (de Gerenciamento de Empreendimentos) e José Eduardo Costa Mattos (de Construção) já estavam afastados do cargo quando foram presos na Operação Pripyat, da PF (Polícia Federal), juntamente com o ex-presidente da Eletronuclear Othon Silva e mais três diretores. Os procuradores federais investigam um esquema de pagamento de propinas ao alto escalão da Eletronuclear, no âmbito das obras da usina nuclear Angra 3.

O contrato da Logos com a Eletronuclear foi assinado em novembro de 2015, para apoio técnico na área de engenharia civil de Angra 3. O gerente deste contrato na Logos era Roberto Luiz Bortolotto, que foi secretário municipal de Infraestrutura Urbana e Obras em São Paulo, na gestão de Marta Suplicy, e diretor de infraestrutura do Ministério do Turismo nos governos Lula e Dilma Rousseff. (AG)

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