Quinta-feira, 02 de Abril de 2020

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Capa – Caderno 1 Protesto contra extrema direita reúne centenas de pessoas em praça de Berlim

Protestos em Berlim neste domingo. (Foto: Reprodução)

Centenas de pessoas protestam contra a ascensão da extrema direita na Alemanha, após o término das eleições gerais ocorridas neste domingo, 24. O partido nacionalista de direita Alternativa para a Alemanha (AfD, em alemão) teve 13,5% dos votos, segundo as primeiras projeções. A cifra supera as expectativas, e significa que a AfD será a primeira sigla radical de direita no Parlamento alemão desde o fim da 2ª Guerra (1939-1945).

Após a divulgação dos resultados de boca de urna, cerca de cem pessoas se reuniram na praça de Alexanderplatz com cartazes e palavras de ordem contra o partido de extrema direita – o AfD comemorava o resultado no local em meio a um forte esquema de segurança. O número de manifestantes está aumentando, assim como o aparato policial que tenta manter a ordem entre os dois grupos.

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, confirmou que vai liderar a formação de uma nova coalizão para iniciar seu quarto mandato como chefe de governo. O anúncio foi feito em seu discurso de vitória, proferido no quartel-general do CDU (Partido Cristão-Democrata), em Berlim. A atual premiê reconheceu que seu partido obteve um resultado inferior ao esperado, mas atribuiu o resultado ao desgaste provocado pelos 12 anos de exercício do poder.

Mais cedo, o candidato da AfD, Alexander Gauland, afirmou que devolveria o país aos alemães. “Esse governo que se proteja, porque iremos atrás dele. Recuperaremos o nosso país e o nosso povo. Mudaremos esse país”, alertou Gauland em seu primeiro pronunciamento depois do fechamento das urnas na Alemanha.

Enquanto isso, o líder da extrema direita afirmou que o partido obteve esses resultados graças ao seu idealismo e pensa que as pessoas enfim terão de volta um lugar no Parlamento. “Somos claramente a terceira força política no Bundestag”, afirmou, por sua vez, o copresidente da AfD, Jörg Meuthen.

O AfD, que nasceu em 2013 como um partido contrário à União Europeia, ficou fora do parlamento nas eleições do mesmo ano. Com a crise migratória e a grande chegada de refugiados na Alemanha, a legenda transformou o discurso antieuropeu em xenofobia.

Segundo as projeções, a CDU (União Democrata-Cristã), partido da atual chanceler, Angela Merkel, ficou com 32,9% dos votos, mais de 12 pontos percentuais à frente do líder do SPD (Partido Social-Democrata), Martin Schulz. Tanto Merkel como Schulz, aliados no último governo, lamentaram em seus primeiros discursos a chegada da AfD ao parlamento.

A chanceler se comprometeu a reconquistar os eleitores que hoje optaram pela AfD, enquanto Schulz fez alertas sobre a “fratura” gerada pela entrada dos ultradireitistas no parlamento.

A chanceler da Alemanha votou em Berlim, enquanto seu principal adversário, Martin Schulz, foi às urnas em Würselen, no oeste do país. Cerca de 61,5 milhões de alemães estavam aptos a votar. 

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