Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 29 de janeiro de 2018
Quase metade dos brasileiros admite que não faz um controle efetivo do próprio orçamento, segundo estudo realizado pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas). Esse porcentual sobe para 48% entre as pessoas das classes C/D/E e 51% entre os homens.
Entre os que fazem uma administração precária do orçamento, 21% confiam na própria memória para gerir os recursos financeiros.
Os que fazem um controle de fato do orçamento somam 55% dos consumidores, sendo o caderno de anotações (28%), a planilha em Excel (18%) e aplicativos no celular (9%) as práticas mais adotadas. Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, a disciplina é parte fundamental para uma vida financeira saudável.
“Foco e esforço são essenciais para se alcançar uma vida financeira equilibrada. Não importa a ferramenta utilizada para anotar os gastos, importa que o método seja organizado. Algumas pessoas têm facilidade com planilhas ou aplicativos, outras preferem o velho caderninho de anotações. O importante é anotar e principalmente analisar os registros, de forma que o consumidor identifique onde há sobras e onde o orçamento deve ser ajustado”, aconselha a economista.
O levantamento ainda revela que a maior parte dos consumidores brasileiros garante ser autodidata nos conhecimentos para gerir o próprio dinheiro: entre aqueles que acreditam ter um bom grau de conhecimento para gerenciar suas finanças pessoas, 45% aprenderem sozinhos, enquanto 34% tiveram ensinamentos desde cedo com a própria família. Os que aprenderam a gerenciar as finanças com o marido ou esposa são 14%, enquanto 9% fizeram um curso e 6% recorreram a algum especialista.
De modo geral, 51% dos consumidores avaliam ter um grau ótimo ou bom para gerenciar seu dinheiro e 48% consideram esse conhecimento ruim ou regular. Além disso, três em cada dez (31%) brasileiros admitem insegurança para gerenciar o próprio dinheiro, contra 46% que se consideram seguros. Outros 23% mostram-se indiferentes.
Dificultadores
Entre os que controlam orçamento, 59% dizem sentir dificuldades na tarefa. Entre os problemas citados, a falta de disciplina é o principal deles.
Seis em cada dez consumidores que controlam seu orçamento afirmam sentir alguma dificuldade ao executar essa tarefa. As principais queixas são falta de disciplina em anotar os gastos e rendimentos com regularidade (26%), falta de tempo (12%), dificuldade em encontrar um mecanismo simples de controle (11%) e dificuldade em fazer cálculos (5%).
A falta de disciplina também é a principal justificativa para aqueles que não controlam o próprio orçamento, com 34% de menções.
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