Sábado, 08 de Agosto de 2020

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Magazine Ringo Starr comemora 80 anos em live com os amigos Paul McCartney, Ben Harper e Sheryl Crow

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Ringo Starr apareceu de máscara em suas redes sociais nesta terça, quando completa 80 anos. (Foto: Reprodução)

Quando você se chama Ringo Starr, não consegue escapar do seu aniversário. Ainda mais se estiver completando 80 anos.

Eles nunca param de me lembrar, então é melhor comemorar”, diz o sempre despreocupado ex-Beatle, de seu estúdio em Los Angeles.

Seus companheiros John Lennon, Paul McCartney e George Harrison o acompanham na sala dos fundos, em retratos pendurados num escritório que também funciona como museu. Ringo também foi pego desprevenido pela pandemia e, como muitos outros, teve de mudar seus planos de vida e de aniversário.

“Eu ia comemorar em grande estilo, com um palco ao ar livre ao lado do edifício do Capitólio em Hollywood, com amigos e bandas tocando em um grande almoço”, diz o músico sobre seus planos frustrados.

A parte dos amigos, pelo menos, aconteceu. Paul McCartney, junto com outros músicos como Joe Walsh, Sheryl Crow e Ben Harper, se juntam à festa com apresentações caseiras ou trechos nunca vistos de seus shows. O Big Birthday Show de Ringo vai ao ar no canal do músico no YouTube nesta terça-feira (7), às 21h (horário de Brasília).

“Sigo tocando mais do que nunca”, diz o baterista, que estaria em turnê com sua banda All Stars, se não fosse o pandemia. “E pretendo continuar tocando depois dos 80.”

Beatles em fuga, Yoko e ativismo

Aniversários são sempre bons momentos para se lembrar das pequenas batalhas da vida. Entre elas, uma em Manila, de onde os Beatles precisaram sair atropeladamente para escapar do fervor dos fãs e da ira da primeira-dama do país, Imelda Marcos, por não terem comparecido à recepção oficial. Ou de momentos marcantes, como a primeira bateria que ele ganhou, quando tinha 13 anos e sofria de tuberculose. E seus companheiros de banda, os irmãos na vida desse filho único.

“Foi um sonho impossível que se tornou realidade. Fazer parte da melhor banda do mundo.”

Ringo também se lembra de Yoko Ono, desde o primeiro dia em que a conheceu, quando ele chegou ao estúdio e a encontrou na cama com Lennon.

“Ela é uma mulher divertida. A imprensa tornou tudo mais exótico, mas nós nos apoiávamos”, resume.  “Fizemos boa música, mas pagamos um preço muito alto.”

Outro momento marcante da carreira dos Beatles também tem voltado à memória de Ringo recentemente: o dia em que a banda se recusou a tocar no Mississippi, a não ser que não houvesse segregação racial do público.

“Como poderíamos fazer diferente se nossos heróis eram Ray Charles, Sam Lightnin ‘Hopkins, Stevie Wonder e outros artistas afro-americanos?”

Por isso, Ringo se diz maravilhado com o #BlackLivesMatter, surpreso com os protestos que eclodiram “de Los Angeles a Paris” após o assassinato de George Floyd – especialmente com a força deles entre as novas gerações.

“(Os jovens) De 18 a 25, eles são 70% dos manifestantes e querem mudar tudo para melhor.”

‘Let it be’ de Peter Jackson

Ringo não esconde seu gosto musical: seu amado Lightnin ‘Hopkins, por quem ele quase se mudou para o Texas quando tinha 17 anos, além de Hank Williams, Cozy Cole e Willie Nelson. Em relação aos artistas contemporâneos, ele deixa escapar um simpático hooray para a música de Miley Cyrus. Ringo Starr está preocupado com o setor em que trabalham.

“É muito mais difícil”, diz, sem esquecer que “na época” uma gravadora também rejeitou os Beatles. “Quase não há clubes para tocar, apenas grandes concertos para se ganhar dinheiro.”

De resto, a “carreira” dos Beatles segue ressurgindo em outros formatos, como no documentário “The Beatles: Get Back”, que Peter Jackson está preparando para a Disney+ – e que também foi adiado pela pandemia da Covid-19.

O material do filme virá das 57 horas de cenas gravadas no último show do grupo, das quais apenas cerca de 10 minutos foram usados em “Let It Be”, filme que ficou conhecido por mostrar a banda em um momento melancólico, já perto do fim.

“Nesse corte não se via muita alegria. Por outro lado, as gravações que encontramos são cheias de risadas, com a banda tocando, se divertindo. Não estou dizendo que não havia problemas. E levamos nossos discos muito a sério. Mas Jackson conseguiu encontrar os bons momentos. Pena que precisou ser adiado”, lamenta.

E isso apesar do número de horas que Jackson, já em isolamento, passou trabalhando sozinho em seu estúdio na Nova Zelândia.

“Mas esse ano, e que ano, até James Bond teve que se atrasar!”, diz Ringo, rindo e se despedindo com seu gesto perene de “paz e amor”.

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